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b.i.o.g.r.a.f.i.a - Palmirinha Onofre    














Biografia da Culinarista

Mesmo sendo estrela de uma atração gastronômica na TV, Palmirinha tem histórias que ganham de qualquer roteiro de novela. Palmira Nery da Silva Onofre nasceu em 29 de junho de 1931 na cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Por ser muito parecida com sua mãe, tornou-se a filha preferida de seu pai. "Minha mãe tinha muito ciúme e me batia por isso", lembra emocionada. "Um dia apanhei tanto e fiquei com tantas manchas roxas que não pude mais agüentar".

Aos sete anos, Palmira foi trazida para a capital por uma francesa chamada Georgette e as duas foram morar na rua 7 de Abril, no centro. "Ela pediu muito ao meu pai para me trazer. Como eu sofria muito, ele deixou que eu viesse servir de dama de companhia para aquela senhora". Depois da morte de seu pai, a mãe veio a São Paulo para ver se a encontrava, porque sabia que a madame havia aberto uma conta para a jovem Palmira, então com 13 anos. "Ela era analfabeta, mas procurou a polícia e disse que uma mulher havia me sequestrado". A polícia encontrou Palmira e a mãe verdadeira apenas disse que queria o dinheiro que a menina tinha no banco. Como o dinheiro só poderia ser retirado quando a filha fosse maior de idade, ela desistiu da guarda.

Ilegal no Brasil, Georgette mandou a menina de volta a Bauru para evitar problemas com a imigração, mas já a havia ensinado um menu de dar inveja a qualquer chef, de brioches a pururuca.
De volta à cidade natal, ela colocou a mão na massa e em tudo que pudesse lhe render algum dinheiro. A vida estava começando a ficar difícil quando ela, já casada, resolveu tentar a vida na capital. "As coisas deram errado e eu me separei", recorda.

Sozinha, com três filhas, Palmira trabalhou de governanta, lavou carros e fez comida boa pra vender. "Cheguei a ter apenas um pão, um tomate e uma cebola em casa". Do tempo de criança sofrida ao estrelato ficaram muitas marcas. "Até hoje não suporto Natal. Vou participar da ceia na casa da minha filha e a comida não desce. Só fico pensando naqueles que não têm nada para comer".

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