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Vinicius Torres Freire / O remédio amargo e necessário só virá em 2015

As fábricas de carros começaram a anunciar algumas demissões ou férias coletivas.

Vinicius Torres Freire / O remédio amargo e necessário só virá em 2015 As fábricas de carros começaram a anunciar algumas demissões ou férias coletivas.
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As fábricas de carros começaram a anunciar algumas demissões ou férias coletivas. Não foi uma, não foram duas, foi uma dúzia de montadoras. As empresas que fornecem peças e serviços para as montadoras também demitem. Começou uma crise?
Para as montadoras, a situação ficou menos fácil, apesar de todas as ajudas do governo que elas recebem. Até agora, as vendas de carros caíram 5% neste ano, em relação ao começo de 2013. A produção de veículos diminuiu 8% no primeiro trimestre. Tombo feio.
O que está havendo? Primeiro, as vendas de carros para a Argentina estão caindo e vão cair mais. A Argentina é o grande consumidor de carro brasileiro. Está em crise, com inflação altíssima e deve ter recessão este ano. A economia dos hermanos vai encolher.
Segundo, muita gente comprou carro nos últimos anos, por causa das reduções de impostos e das facilidades de crédito. Agora, tem mais gente endividada, com carro na garagem e o crédito está mais difícil, pois os bancos não querem emprestar muito mais para financiar veículos. Esse tipo de crédito deu muita inadimplência, atrasos e calotes.
Terceiro, a renda do brasileiro está crescendo mais devagar.
O desemprego nas montadoras é um sinal de que vai começar aumentar o desemprego em geral, no Brasil? Por ora, parece que não.
Neste começo do ano, o número de pessoas empregadas parou de crescer nas grandes metrópoles do Brasil, é verdade. Mas, como tem menos gente procurando trabalho, a taxa de desemprego não cresce.
Quer dizer, a situação deixou de melhorar, mas não começou a piorar, no caso do mercado de trabalho. Até que o desemprego ainda está muito baixo, pois o Brasil cresce pouco faz três anos.
Tende a acontecer uma piora ligeira, daqui até 2015. Os juros estão subindo. Isso quer dizer que a economia vai crescer ainda mais devagar até o ano que vem. Fica difícil manter o nível de emprego. Mas não vai haver uma explosão de crise. A coisa vai continuar a piorar devagar, de modo lento, gradual e seguro, até que se faça um ajuste na economia, um remédio amargo e necessário, que a gente deve tomar a partir do ano que vem.
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