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Vinicius Torres Freire / Na inflação, 2013 foi pior que o esperado

A inflação "oficial" do Brasil fechou 2013 um pouco maior do que o governo e os economistas esperavam: em 5,91%.

Vinicius Torres Freire / Na inflação, 2013 foi pior que o esperado A inflação "oficial" do Brasil fechou 2013 um pouco maior do que o governo e os economistas esperavam: em 5,91%.
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A inflação "oficial" do Brasil fechou 2013 um pouco maior do que o governo e os economistas esperavam: em 5,91%. Mas não faz muita diferença, na verdade quase nenhuma, que a inflação medida pelo IPCA não tenha sido 5,8%, como queriam o governo e o Banco Central, para dizer que ela foi menorzinha.
O fato é que a inflação brasileira está pela casa de 6% faz cinco anos, excetuado o ano de 2009, que foi de crise mundial feia e recessão até no Brasil. E todo mundo deve ter notado que uns dos preços que têm subido mais nos últimos tempos têm sido o da comida e da bebida.
Também importante, essa inflação de 5,9% não reflete bem o que está acontecendo com os preços da economia. Não é que exista maquiagem, como o governo da Argentina faz com os índices de inflação de lá.
Mas aqui a inflação só não passou dos 7% porque existem muitos preços controlados. Por exemplo, o preço da gasolina ficou abaixo do custo nos últimos anos. Nem todos os custos da energia elétrica foram repassados para as tarifas. Os preços das passagens de ônibus e trens de várias cidades ficaram congelados no ano passado.
Parece bom? No curto prazo. O que entra por um lado, sai pelo outro. A conta da repressão acaba aparecendo em outro lugar _na deterioração da maior empresa brasileira, a Petrobras, na capacidade de municípios fazerem investimentos, pois gastam mais com subsídio de transporte. Como se costuma dizer, não existe aumento grátis.
Para piorar, uma inflação persistentemente chatinha, na casa de 6%, vai exigir juros mais altos para que os preços não saiam do controle. Juros mais altos vão acabar prejudicando de novo o crescimento da economia brasileira. Crescendo menos, fica cada vez mais difícil que os salários cresçam mais, que o consumo cresça mais, que o governo possa gastar mais em programas sociais. Nos últimos anos, embora salário e consumo tenham crescido, tal crescimento vem diminuindo de velocidade.
Em suma, o ano de 2013 terminou pior do que o esperado em termos de inflação. E tem muito economista dizendo que os juros vão subir mais do que era esperado até o início de 2014.

Tema: Economia
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