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Vinicius Torres Freire/ A indústria está devagar, quase parando

A indústria brasileira produz hoje mais ou menos o que produzia em 2008, pouco antes do começo da grande crise mundial.

Vinicius Torres Freire/ A indústria está devagar, quase parando A indústria brasileira produz hoje mais ou menos o que produzia em 2008, pouco antes do começo da grande crise mundial.
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A indústria brasileira produz hoje mais ou menos o que produzia em 2008, pouco antes do começo da grande crise mundial. Quer dizer, sobe um pouquinho, caiu outro tanto, e fica na mesma. Neste ano, deve cair um cadinho.

Nos últimos 12 meses, o número de empregos na indústria brasileira diminuiu 1,5%, segundo os dados do IBGE. A coisa vai mal.

Por que a indústria está devagar, quase parando? Afinal, mesmo que o crescimento do consumo no Brasil seja cada vez mais devagar, ele ainda cresce razoavelmente. Qual o problema?
Um problema importante é que a gente ainda consome mais, mas compramos cada vez mais coisas importadas. Compramos tanto bens de consumo, de roupas a eletrônicos, como importamos insumos, partes e peças, para a indústria nacional montar produtos finais.

Por quê? Óbvio, porque o produto brasileiro em geral anda caro. Está caro porque os custos crescem no Brasil, porque a inflação anda alta. Está caro porque o dólar anda muito barato. Dólar barato barateia o produto importando, encarece o produto nacional. Junte-se a isso o custo Brasil básico: como faltam meios de transporte bons, como os impostos são altos e confusos, por exemplo,tudo já custa mais caro por aqui do que em muito lugar do mundo. Junte-se a isto inflação mais alta e dólar mais barato, e a gente tem produtos caros demais.
Como os custos andam altos e a economia cresce cada vez mais devagar, quase parando, os empresários investem menos, o que derruba ainda mais a indústria e o crescimento. Como os juros subiram, por causa da inflação alta, a confiança da indústria baixou ainda mais.

A prova de que o desânimo anda em alta são as pesquisas de confiança econômica no futuro. Estas pesquisas perguntam em geral se a situação de emprego, vendas e investimento vai melhorar nos meses seguintes. Até maio, essas pesquisas indicavam que a confiança do empresário da indústria não andava tão baixa desde 2008, 2009, quando o Brasil sentia os efeitos do início da maior crise econômica mundial em mais de 80 anos.
Quando isso vai passar? È preciso arrumar a casa: baixar a inflação, melhorar a política econômica, o que vai dar trabalho e causar alguma dor. No mínimo, essa arrumação de casa vai até o final de 2015. Vai longe, ainda.
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