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Vai demorar para arrumar o setor elétrico

Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire

Vai demorar para arrumar o setor elétrico Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire
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Em novembro, a gente vai pagar mais caro pela energia elétrica. De novo? Sim.
Não é lá grande coisa, R$ 1,50 a mais para cada 100 quilowatt/hora que a gente consumir. Para quem consome 200 quilotwats por hora, são R$ 3.
Não é muito, mas é para cima. O preço da gasolina diminuiu nas refinarias, mas não chegou nos postos, porque o álcool misturado na gasolina subiu de preço. Enfim, em vez de poupar aqueles três reaizinhos a cada vez que se enche o tanque, a gente acabou pagando até um pouco mais caro.
Mas vamos voltar para a energia elétrica. O que mudou? Aumentou o risco de faltar eletricidade no Norte e no Nordeste do país, que está sofrendo com secas faz anos e deve sofrer ainda mais. Com seca, falta água nas usinas. Mais risco de se produzir menos energia lá. Mais energia vai ter de sair daqui.
Como aumentou o risco, a energia começa a ficar mais cara para as empresas distribuidoras de energia, as que levam eletricidade até as nossas casas e empresas. Para compensar aos poucos esse aumento de custo, a gente paga um pouco mais caro pela energia.
Isto é, o sistema de produção de energia entrou em bandeira amarela, de onde a gente tinha saído em abril. Na bandeira amarela, a gente paga esse R$ 1,50 mais a cada 100 quilowatt/hora de consumo.
Se aumentar o risco de a produção de energia cair, a gente pode ir para a bandeira vermelha: paga R$ 4,50 a mais por 100 quilowatt/hora, como a gente pagava em janeiro deste ano.
Vai acontecer? Não dá pra saber. Quando esse problema vai melhorar de vez? Quando houver mais obras de produção e transmissão de energia. Sim, transmissão. Por vezes há até usinas de eletricidade prontas, como as usinas de vento, eólicas, do Nordeste. Mas falta linha de transmissão, postes e fios pelo interior do país para carregar a eletricidade. Um escândalo.
Como o setor elétrico ficou muito bagunçado pelo governo, desde 2012, vai demorar pra arrumar. Até lá, a gente terá de contar muito com a chuva.
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