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Um monte de pragas na economia brasileira

Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.

Um monte de pragas na economia brasileira Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.
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Parece que os consumidores entraram em greve depois da greve dos caminhoneiros, em maio. Saíram ontem e hoje os números oficiais sobre comércio e serviços em julho. Em resumo, desde maio está tudo no vermelho.

A pequena recuperação econômica vinha perdendo força desde o início do ano. Em maio, veio o paradão, o caminhonaço. Parece que foi uma rasteira em um doente sem equilíbrio, que mal começava a ganhar forças.

Claro que houve mais problemas. A partir de abril, o dólar e os juros no mercado começaram a subir. É custo maior na veia e sintoma de que as coisas não vão bem. As empresas, que já estavam tímidas, na retranca, saíram de campo.

Quase não investem e, agora, estão parando de contratar mais. O desemprego continua quase nas mesmas alturas do ano passado.

Em resumo, a economia do Brasil foi afetado por um monte de pragas.

Desemprego alto e salário crescendo cada vez mais devagar, na média do país. As taxas de juros nos bancos não caíram desde o final do ano passado. Os juros no mercado e o dólar em alta encarecem várias operações das empresas. Para completar, a cereja podre nesse bolo de problemas, veio o caminhonaço.

Enfim, como se sabe, tanto empresa quanto consumidor estão segurando a carteira, com medo do futuro, sem saber que bicho vai dar na eleição e depois.

Em maio, a economia mergulhou no vermelho. Em junho, mal e mal compensou as perdas. Em julho, muitos setores voltaram a cair. Nesses três meses, em suma, regredimos.

Mesmo as vendas que não dependem de crédito, como as dos supermercados, de produtos essenciais, estão no vermelho nos últimos três meses. As vendas nos supermercados representam 50% do comércio de varejo. Vai vendo.

Em resumo, o crescimento deste ano deve ser um nadinha maior do que o do ano passado, que foi quase de estagnação. Parece que está tudo adiado até sair o resultado das urnas, até outubro, pelo menos.

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