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Um corte maior nos juros seria importante

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Um corte maior nos juros seria importante Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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A repatriação fez toda diferença nas contas públicas em outubro. Pode garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, o que é bom em termos de credibilidade. Mas o saldo não retrata uma mudança estrutural das finanças públicas. Não mostra sequer a situação de calamidade de alguns Estados e municípios. Na composição geral das contas, eles estão com resultados até melhores que os do governo federal. E ainda tem a dívida pública, que continua avançando. Reestruturação mesmo só com a aprovação da PEC dos Gastos e, depois, da reforma da Previdência, que responde por 40% das despesas, sem considerar os servidores. A execução do ajuste, na verdade, ainda é incerta até pelo ambiente político. O governo agiu neste final de semana pra evitar uma crise mais séria que estava se instalando pelo caso Geddel e pelo risco de anistia do Caixa 2. Até acalmou o mercado, mas é uma calmaria superficial. Tanto que Temer, pessoalmente, voltou a trabalhar para a aprovação da PEC dos gastos, pelo Senado, até a primeira quinzena de dezembro. Agora, as dúvidas em relação ao ajuste fiscal, mais a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, outro foco de incertezas, devem fazer com que o Banco Central seja cauteloso na reunião desta semana do Copom, do Comitê de Política Monetária, no que se refere ao corte dos juros básicos. Pela queda recente da inflação, que vai prosseguir no ano que vem, e pela dificuldade de reação da economia, que continua numa recessão pesada, o corte deveria ser de meio ponto ou mais. O problema é que o BC, talvez, não queira dar a idéia de que pode afrouxar o controle da inflação em troca de algum estímulo à atividade, como aconteceu na gestão anterior. Também aí tem a questão da credibilidade. Por isso o mercado dá como certo um corte de apenas 0,25 na taxa básica, que iria para 13,75% ao ano. Mas seria importante um corte maior dos juros. A economia ainda está testando o fundo do poço. O mercado já prevê um tombo de quase 3,5% este ano, com expansão de menos de 1% em 2017. Amanhã saem novos dados do desemprego, na quarta, o PIB do terceiro trimestre, que deve vir pior que do segundo. E os juros em queda, junto com a inflação mais baixa, são dos poucos fatores que ainda sustentam essa previsão de reação, mesmo que modesta, no ano que vem. Ainda tem o esperado aumento de investimentos via concessões, das exportações, mas tudo muito incerto. O fato é que o governo, pra ficar menos fragilizado, também tem que começar a dar mais respostas no campo econômico, não só no político. Eu volto na quinta. Até lá.

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