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A situação do consumidor não é fácil

A situação do consumidor não é fácil
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Os dados do comércio vieram muito negativos em todos os sentidos. Até segmentos de consumo básico, como supermercados, estão com movimento menor. O de farmácia e perfumaria não tinha queda há 15 anos. E as perspectivas continuam muito ruins. A situação do consumidor não é fácil. A inflação vem corroendo a renda desde o começo do ano, com aumentos que não dá muito pra escapar. É impressionante o número de pessoas que está renegociando conta de luz, após o tarifaço que deve chegar à faixa dos 60% no ano. A inflação de dois dígitos está revertendo até os ganhos sociais dos últimos anos, a ascensão das classes mais pobres. O desemprego, outro problema sério, não para de crescer. Mais de um milhão e 200 mil brasileiros já perderam emprego com carteira assinada nos últimos 12 meses. E os juros, que também não param de subir, reforçam todo esse quadro de aperto financeiro. A pesquisa da Anefac, a Associação dos Executivos de Finanças, registrou aumento das taxas ao consumidor pelo 13º mês consecutivo. E não são variações pequenas. O rotativo do cartão de crédito, o grande vilão, nesta pesquisa, atingiu uma taxa média de mais de 368%. Só que levantamento do Banco Central, de setembro, que tem maior abrangência, já tinha apontado a taxa média em 410%. Quem entra numa dívida dessas é como se estivesse numa areia movediça. Mas as outras taxas do crediário também estão avançando. O teto do consignado para os aposentados acabou de subir para 2,34% ao mês. O consignado ainda pode ser a melhor opção, a mais barata, pra quem precisa de empréstimo, mas é bom não esquecer que, este empréstimo, não dá pra atrasar. É descontado direto da aposentadoria ou do salário, independentemente da situação que a pessoa esteja enfrentando. Mas, voltando à questão do consumo, das vendas, só dá pra esperar por uma reação quando o desemprego voltar a cair. E a previsão, com a economia em recessão, é que o desemprego continue crescendo, pelo menos, até meados do ano que vem. O começo de 2016 deve ser mais crítico, por ser uma fase de maior queda de atividade. Todos esses fatores, claro, continuam derrubando a confiança dos consumidores. Menor confiança também segura o consumo. É por isso que o comércio, que vinha em expansão desde 2003, já trabalha com a previsão de uma queda das vendas, no Natal, de 4,8%. A crise só está piorando. Eu volto na segunda. Até lá.

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