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Restrições mantêm o crédito muito caro

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Restrições mantêm o crédito muito caro Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O crédito teve o primeiro recuo em relação ao PIB desde 2007. Foi de 53,7% em 2015 para 49,3% no final do ano passado. Isso reflete muito as dificuldades que empresas e consumidores vêm enfrentando. Claro que os juros altos só complicam mais a situação. Mas é a alegada proteção do sistema financeiro, que ainda restringiu muito a concessão de recursos, por receio do calote. O rotativo do cartão é só o grande vilão. Comprar a prazo ou pegar um empréstimo no Brasil continua caro demais. E nas linhas mais baratas, como o consignado e o financiamento para a compra de carro ou imóvel, pesam outras questões. As pessoas têm medo de não bancar a dívida e os bancos de emprestar e não receber. Com desemprego em alta e atraso nos salários até de servidores, nem o consignado tem pagamento garantido como antes. Embora continue com uma das taxas mais baixas do mercado, na média, em pouco mais de 29% ao ano. O que se espera é que haja uma queda efetiva dos juros, no geral, com a confirmação de um corte mais forte da taxa básica, definida pelo Banco Central, que deve fechar o ano abaixo dos 10%; e, também, com alguma retomada do crescimento, que diminua a preocupação, principalmente, com o desemprego. Fora isso, os bancos estão facilitando mais a renegociação de dívidas atrasadas e a própria redução da inadimplência pode ajudar numa liberação maior de crédito. Mas isso deve acontecer aos poucos, ao longo do ano. E tem outras ações do governo pra derrubar juros abusivos, como do rotativo do cartão. A mudança do rotativo para o parcelado, depois do primeiro mês, vai nesse sentido. A promessa é que a taxa do cartão caia pela metade. Não vai ser grande coisa, mas, se acontecer, pode ser uma mudança importante na formação dos juros no País. Não há nada que justifique taxa tão alta assim. E é uma das maiores armadilhas. Um crédito que está lá, disponível, que as pessoas usam ou mesmo as empresas, num momento de sufoco, e depois não conseguem mais se livrar. Pelo menos, agora, temos a "perspectiva" de juros em queda. Vamos aguardar.... Eu volto na segunda. Até lá.

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