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Refugiados sofrem xenofobia numa Europa dividida

Os refugiados que chegaram em 2015 à Europa são agora vítimas de uma campanha odiosa, que procura confundi-los com um grupo de bêbados e drogados da cidade alemã de Colônia.

Refugiados sofrem xenofobia numa Europa dividida Os refugiados que chegaram em 2015 à Europa são agora vítimas de uma campanha odiosa, que procura confundi-los com um grupo de bêbados e drogados da cidade alemã de Colônia.
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Os refugiados que chegaram em 2015 à Europa são agora vítimas de uma campanha odiosa, que procura confundi-los com um grupo de bêbados e drogados da cidade alemã de Colônia. Vamos recapitular. Na noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro, ocorreram incidentes muito graves naquela cidade à beira do Reno. Entre cem e duzentos homens, muito agressivos, passaram a incomodar mulheres que, sozinhas ou acompanhadas, comemoravam o Ano Novo nas ruas. Quinhentas delas apresentaram queixa à polícia. Mais de 200 disseram que sofreram assédio sexual. Quatro afirmaram que sofreram estupro. A polícia disse que os cafajestes eram quase todos árabes. Nesse grupo, 31 estão sendo investigados e com certeza irão para a cadeia. Entre eles há paquistaneses, iraquianos e sírios, que chegaram na Alemanha como refugiados. É claro que eles são uma minoria minúscula n a multidão de mais de 1 milhão de muçulmanos acolhidos pelo governo alemão. Mas o episódio desencadeou em toda a Europa reações de xenofobia. O New York Times diz que, na Finlândia, formaram-se milícias para patrulhar cidadezinhas que abrigam refugiados. Na Itália, governos regionais de direita votaram, a toque de caixa, projetos que proíbem a construção de mesquitas. É para afastar os muçulmanos. Os grandes incidentes derivados da agressão de Colônia aconteceram segunda-feira na cidade alemã de Leipzig. Grupos de extrema direita tomaram as ruas e partiram para o vandalismo. Foram presos 120 extremistas. Toda essa confusão enfraquece politicamente a chanceler alemã, Angela Merkel, que lidera a opinião pública favorável ao humanismo e à tolerância. E ao mesmo tempo fortalece os governos conservadores da Hun gria ou da Polônia, que se fecharam aos refugiados. União Europeia está dividida e não consegue elaborar uma política conjunta para abrigar toda essa gente. Enquanto isso, os extremistas da direita põem lenha na fogueira para prejudicar essa comunidade de estrangeiros. Não há nenhuma solução à vista. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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