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Refugiados na Europa são também questão política

A União Europeia lançou hoje um alerta muito sério sobre a chegada dos refugiados a partir deste mês de novembro.

Refugiados na Europa são também questão política A União Europeia lançou hoje um alerta muito sério sobre a chegada dos refugiados a partir deste mês de novembro.
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A União Europeia lançou hoje um alerta muito sério sobre a chegada dos refugiados a partir deste mês de novembro.
Com o fim do outono e a proximidade do inverno, lá no Hemisfério Norte, o bloco de 28 países disse estar diante de uma iminente catástrofe humanitária. Atravessar os Balcãs cobertos de neve é uma aventura arriscada. Muita gente vai morrer de frio. Este ano já chegaram 770 mil refugiados, sobretudo da Síria. A previsão é de que possam chegar 3 milhões até 2017.
Ainda nesta terça-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, colocou a questão dos estrangeiros, entre as quatro condições para que o país dele permaneça na União Europeia. Cameron está praticamente com as fronteiras fechadas. E não quer que elas sejam abertas. Os britânicos vão acolher apenas 20 mil refugiados nos próximos cinco anos. Mas a questão fundamental é mais grave. A Europa não tem uma capacidade ilimitada de acolhimento. A Suécia tem menos de 10 milhões de habitantes, e chegou ao ponto de saturação, com os 190 mil sírios que receberá até dezembro. Até a Áustria está construindo cercas para impedir novas chegadas. A Hungria já tinha feito a mesma coisa. E existe, paralelamente, uma outra questão. Os refugiados alimentam sentimentos de intolerância étnica entre os partidos da extrema direita. Esses partidos estão agora se fortalecendo. Na Hungria e na Polônia, essa gente levantou a bandeira anti-imigratória e acabou ganhando as últimas eleições.

Trocando em miúdos, os liberais, que defendem um modelo mais aberto de democracia, não têm medo dos refugiados. Mas eles têm muito medo do radicalismo conservador que os refugiados já começaram a despertar. Não é então, apenas, uma questão demográfica e cultural. É também uma questão política. Os que já chegaram e os que ainda chegarão, com o frio e tudo, poderão se transformar numa bomba-relógio que, se explodir, poderá deixar as democracias europeias em dificuldades.
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