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Reforma trabalhista requer ajustes

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Reforma trabalhista requer ajustes Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O governo defende a idéia que a reforma trabalhista vai ajudar a diminuir o desemprego no País. Mas não é exatamente a mudança na legislação que vai gerar maior oferta de vagas. Isso depende muito do crescimento econômico. Poucos anos atrás, antes de mergulharmos na recessão, havia uma situação de quase pleno emprego. Um exemplo era a construção, que enfrentava falta de operários e engenheiros.
Os salários, em vários setores, pela escassez de mão de obra, subiram muito. Aí veio a crise, rápida e intensa, e o desemprego passou a bater recordes. A reforma é positiva porque atualiza a legislação, reconhecendo modalidades de contratação que já são uma realidade, mas acabam sendo motivo de disputas judiciais, por não estarem previstas em Lei, como o home office, o trabalho intermitente, autônomo, jornadas mais prolongadas, a terceirização.Com a reforma, as contratações serão menos arriscadas e podem se adequar mais às necessidades das empresas, viabilizando, inclusive, redução de custos. Isso pode ajudar a melhorar a produtividade, a competitividade. Mas para que os trabalhadores não sejam prejudicados, como o governo garante que não vai acontecer, será preciso uma reformulação dos sindicatos, pra que eles sejam mais representativos. Não vamos esquecer que acordos e convenções coletivas poderão se sobrepor à legislação. E esses acordos serão mais equilibrados com sindicatos mais fortes, não através da contribuição obrigatória, que os deixava numa situação muito confortável. Mas tem de haver alguma transição. É um ponto importante, que ficou fora da reforma, e governo, pra evitar atrasos, prometeu tratar através de medida provisória, assim como outras questões mal esclarecidas. Sendo que a própria aplicação da nova legislação pode exigir mais ajustes. Modernização não é garantia de eficácia.

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