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Reforma trabalhista, agora, não é o essencial

É o caso de fazer isso agora, de modo atropelado e, provavelmente, atropelando alguns direitos essenciais?

Reforma trabalhista, agora, não é o essencial É o caso de fazer isso agora, de modo atropelado e, provavelmente, atropelando alguns direitos essenciais?
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Além das mudanças nos gastos do governo e na Previdência, que causam muita polêmica quando não medo mesmo, o governo parece por enquanto decidido a fazer uma coisa que chama de "reforma trabalhista".
É o caso de fazer isso agora, de modo atropelado e, provavelmente, atropelando alguns direitos essenciais?
Trata-se de mudança grande na CLT, na lei geral do trabalho e, claro, na vida de quem trabalha com carteira assinada. Não se sabe muito bem qual vai ser o conjunto da obra. Por enquanto, o que se divulgou é o seguinte.
Primeiro, vai se permitir que acordos trabalhistas mudem itens da CLT, mas não férias e 13º. É o que se chama de o acordo valer sobre a lei. Pode funcionar em categorias organizadas ou fortes. Como ficam os desorganizados e fracos, a maioria? Não se sabe.
A reforma deve permitir a terceirização de qualquer função: ou seja, mesmo o trabalhador de uma área central, de uma atividade fim da empresa, pode ser subcontratado, o que pode afetar o recebimento de direitos trabalhistas, o que ocorre hoje.
Além do mais, a reforma permite flexibilizar os contratos. Isto é, em vez de ser contratado para receber por 44 horas por mês, o trabalhador pode ser contratado por hora ou produção.
Mais mudança pode vir.
É preciso mudar a CLT, velha de mais de 70 anos? Sim. Mudar no quê, com quais efeitos sobre salários e direitos? Está muito, muito mal discutido e estudado.
É uma reforma essencial agora? Não, embora não possa ser muito adiada, como tantas outras reformas. O essencial agora é conter a dívida do governo, motivo central da crise econômica horrenda destes anos.
Pior, a discussão da reforma trabalhista pode envenenar ainda mais o ambiente político do país: ou seja, criar tumulto social e conflitos ainda mais paralisantes neste Congresso já problemático. Isso pode prejudicar a mudança fundamental. Isto é, a mudança de lei que deve permitir o controle de gastos do governo, permitir a queda de juros e que a gente comece a sair deste horror econômico e do desemprego crescente.

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