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A redução do desemprego e o aumento da informalidade

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

A redução do desemprego e o aumento da informalidade Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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Essa queda do desemprego foi importante. Ainda são 12,4 milhões de pessoas sem colocação, mas um milhão e quatrocentas mil foram empregadas. O que superou, com boa margem, o número de trabalhadores que chegaram ao mercado.

O dado desfavorável é que a recuperação continua vindo da informalidade. O contingente sem carteira assinada cresceu 4,8% e por conta própria 2,2%. As contratações formais ficaram quase estáveis. A subutilização, apesar de ter diminuído, ainda atinge 24,1% da força de trabalho e 4,7 milhões de pessoas nem estavam procurando vaga por desalento, pelas dificuldades que ainda se vê na economia e no mercado de trabalho.

O atual ritmo de atividade não dá condições sequer para uma avaliação mais precisa do impacto que a reforma trabalhista pode ter. De qualquer modo, a tendência é de o desemprego continuar em queda em 2019, diante da previsão de expansão mais forte da economia. A própria recuperação do emprego pode garantir um ciclo mais positivo, já que reforça o consumo. Consumo que também deve ser favorecido pela inflação baixa.

O IGPM, o chamado índice do aluguel, teve deflação de 0,49% agora em novembro, a primeira em 15 meses. É certo que o recuo maior foi no atacado. Mas os preços ao consumidor também estão em desaceleração e se espera queda mais acentuada, principalmente, dos combustíveis. Com inflação baixa, os juros básicos também podem ficar mais baixos. Portanto, já temos vários indicadores melhores para o próximo.

O desafio mais urgente ainda é o ajuste fiscal. As contas públicas até estão indo melhor que o previsto. O governo central teve superávit de 9 bilhões e 451 milhões de reais em outubro, o melhor resultado para o mês desde 2016. O déficit no ano chegou a 93,7 bilhões, bem menos que os quase 104 bilhões e meio de reais do mesmo período de 2017.

Mas o governo ainda trabalha com metas muito negativas. A deste ano é de um rombo de 159 bilhões de reais. Mesmo que fique abaixo disso, não é uma situação sustentável em prazo maior. Só dá pra pensar em crescimento mais consistente e duradouro se houver uma base de maior equilíbrio nas finanças públicas. Sem isso, a economia pode até ganhar impulso, por um ou outro fator, mas acaba tropeçando de novo mais a frente. Boa noite.

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