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Queda no comércio é maior que as previsões

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Queda no comércio é maior que as previsões Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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Em meio à expectativa de um desempenho positivo agora no Dia das Mães, o próprio comércio foi surpreendido com mais esse tombo das vendas. Claro que o comerciante sabe quando o movimento está melhor ou pior, mas o que se imaginava é que o setor, como um todo, pudesse entrar numa fase mais contínua de recuperação. Tem uma mudança na metodologia do IBGE na apuração da atividade dos vários setores que provoca uma certa distorção na comparação anual. Mas a queda de um mês pra outro foi maior que se previa, demonstrando o quando que os efeitos da crise ainda afetam os consumidores.O principal é o desemprego, que até reduz o impacto de dados mais favoráveis, como a queda da inflação, dos juros e até a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia. E quando falamos de dados melhores, também é importante avaliar com um certo cuidado. A inflação tudo bem. Caiu mesmo, para um patamar abaixo do centro da meta e vai ajudar na recomposição do poder de compra. Já com os juros a história é um pouco diferente. Estão caindo, mas continuam altos demais, além do razoável. Segundo a Anefac, a Associação dos Executivos de Finanças, a taxa média do cartão foi de 15,13% em março para 14,31% em abril. Não é essa queda que vai fazer muita diferença, mesmo que a pessoa agora só possa ficar um mês no rotativo e depois tenha de entrar num parcelamento. Parcelamento que também é muito caro. E o cartão ainda é um dos principais motivos da inadimplência. No cheque especial a taxa média está em 12,3% ao mês. E no empréstimo pessoal, uma das linhas menos caras, está por volta de 4,45%. Sçao juros que até dificultam a renegociação das dívidas. Enfim, o que temos é a tendência de uma combinação melhor das condições que afetam o poder de compra do consumidor. Isso, aos poucos, deve colaborar para uma evolução também melhor do consumo. Consumo que é um dos fatores que vão ajudar na recuperação da economia. Mas, pra boa parte da população, a situação ainda é de aperto financeiro. Eu volto na segunda. Até lá
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