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Projeções para a economia não param de piorar

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Projeções para a economia não param de piorar Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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Mesmo com o esforço do governo em estabelecer uma agenda positiva, cuidando de questões microeconômicas, e em promover o ajuste fiscal, através da contenção dos gastos e de reformas, como da Previdência, as projeções para a economia não param de piorar e ainda não se estabeleceu uma situação mais confortável de evolução das contas públicas. A expectativa é de um crescimento cada vez mais modesto da economia em 2017. Como vimos, o mercado espera uma expansão de apenas meio por cento do PIB. Já em relação às contas públicas, o governo deve até cumprir a meta deste ano. O déficit de 170 bilhões de reais, previsto no orçamento, parece meio garantido. O saldo das contas, até novembro, está negativo em cerca de 154,7 bilhões de reais e o Tesouro prevê um rombo de 73 bilhões e meio agora em dezembro. Mais ou menos empata com a meta. Mas esse resultado está sendo garantido, principalmente, pela repatriação de recursos, contabilizada em outubro. Vai fechar as contas com uma receita atípica. O governo deve lançar uma nova rodade de repatriação e já tem agendado um novo refis, que é a possibilidade de empresas, que estão no vermelho, acertarem débitos tributários atrasados com desconto. Um reforço, de novo, na receita. Só que a meta fiscal será bem menor: um déficit de 139 bilhões. É provável que o governo tenha de fazer um esforço efetivo no sentido de cortar despesas, para que não haja um estouro da meta, mesmo com a PEC dos gastos já valendo. Vamos observar que antes de submeter as despesas às limitações da PEC, que restringe a expansão dos gastos à inflação do ano anterior, o governo colocou uma gordura a mais nas despesas, principalmente em áreas prioritárias, como saúde; concedeu reajustes salariais. Isso fará com que as despesas ainda estejam em nível acima do necessário pra viabilizar o cumprimento da meta. Sendo que ainda é preciso considerar o fato de a inflação deste ano também estar acima da prevista para o ano que vem. Os gastos poderão subir acima da inflação corrente. Como se vê, ainda não há, estruturalmente, uma mudança efetiva na evolução das contas, sequer pra assegurar a meta de 2017. Aliás, só em novembro, as despesas subiram 16,7 bilhões de reais. Os cortes ainda estão muito mais no discurso que na prática, assim como a expectativa de uma retomada do crescimento no próximo ano. 2017 deve começar melhor que este ano, mas não dá pra se empolgar demas. Eu volto na quinta. Até lá.

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