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“Pós-verdade”: Na política, a velha mentira vendida como nova norma

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Em tempos de Brexit, Trump e tantos, o conceituado dicionário inglês Oxford escolheu o termo "Pós-verdade" como "A Palavra do Ano".

 
Em resumo, a mentira entronizada como expressão da verdade. "Pós-verdade" é adjetivo, comunica o dicionário.

 
Definiu Oxford: A "pós-verdade" se dá quando fatos objetivos (a verdade possível) valem menos para formar opiniões do que "apelos à emoção e à crença pessoal".

 
Ou seja: quando a mistificação, a mentira bem embrulhada é vendida, e consumida, como se fosse uma "verdade".

 
Exemplos...

 
Políticos acusados de grossa corrupção derrubam um governo acusando-o de ser corrupto. E tornam-se o governo "novo". Isso é a "pós-verdade".

 
Acusados por corrupção dão entrevistas sobre a corrupção alheia. E não são imediatamente questionados sobre acusações contra si mesmos... É a "Pós-verdade".

 
Argumentação técnica é usada para derrubar um governo. Dois dias depois se vota lei legalizando o motivo técnico que levou à queda do governo... Isso é "pós-verdade" em compotas.

 
Critica-se um governo por seus erros graves. Inclusive o esconder maus indicadores econômicos e magnificar bons índices.
O governo "novo" faz o mesmo. Índices seguem péssimos, mas se vende que mês que vem vai melhorar. Isso é a "pós-verdade" sendo construída.

 
O partido que foi governo e caiu, vai escolher nova direção. Mas, na real, não leva em conta que sua queda se deu, também, por ter se corrompido... É a "pós-verdade".

 
Juízes condenam, e pontificam sobre a moralidade alheia. Ao mesmo tempo aceitam receber muito mais do que determina a lei, o teto salarial do país... É a "Pós-verdade" legal.

 
Anos de investigações e prisões contra alguns partidos e líderes acusados de corrupção. Em seguida, avançam delações contra demais partidos políticos e seus caciques...
...ai se articula "Anistia ao Caixa II". Martela-se até tal "Anistia" ir se tornando quase fato consumado...
...Espalha-se o uso dos termos "já chega", "foi muito longe", "vai quebrar tudo". Um apelo às "crenças pessoais" e "emoções" que movem certas multidões.
Essa, isso, é a "pós-verdade".


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