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Polêmica da terceirização é um alívio para Dilma

A presidente Dilma Rousseff e o PT andavam meio sem ter o que dizer ao distinto público, ou pelo menos a parte dele, seu eleitorado básico: trabalhadores e os mais pobres.

Polêmica da terceirização é um alívio para Dilma A presidente Dilma Rousseff e o PT andavam meio sem ter o que dizer ao distinto público, ou pelo menos a parte dele, seu eleitorado básico: trabalhadores e os mais pobres.
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A presidente Dilma Rousseff e o PT andavam meio sem ter o que dizer ao distinto público, ou pelo menos a parte dele, seu eleitorado básico: trabalhadores e os mais pobres. O projeto de lei da terceirização, criticado pela maioria dos sindicatos e por muito trabalhador, até que deu algum animozinho ao governo e aos petistas.
Dilma ainda está nas cordas, apanhando por todos os lados. Há corrupção, Dilma renegou suas promessas econômicas de campanha, mandou um pacote de arrocho de gastos sociais para o Congresso, baixou um tarifaço, como o da conta de luz.
O projeto de lei da terceirização, no entanto, dividiu parte dos críticos da presidente. Convém lembrar que dois terços do eleitorado consideram o governo Dilma ruim ou péssimo. Mas obviamente o país se divide mais quando se trata de alguns assuntos sociais e econômicos. Dividiu-se sobre a terceirização.
A coisa pegou quando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e lideranças empresariais fizeram pressão para aprovar o projeto rapidinho. Houve reação em parte da opinião pública e mesmo no Congresso, onde até o PMDB, que vem azucrinando a vida do governo, rachou sobre a questão. O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB, se opõe ao projeto, defendido por Eduardo Cunha, também do PMDB.
Dilma e o PT viram uma brecha, um tema de apelo popular. Fica mais difícil unificar o protestos das ruas contra o governo quando as ruas se dividem sobre assuntos tão importantes. Dilma pode, pelo menos, ficar de um lado da opinião pública.
Obviamente, a situação é crítica para o governo. A recessão ainda vai piorar, assim como o desemprego. Os salários, na média, começam a cair. A receita do governo está caindo. Logo, a contenção de despesas sociais e em obras vai ter de ser maior. De resto, a presidente ainda pode ter de enfrentar ameaças de impeachment.
No entanto, os adversários e inimigos da presidente, e mesmo o eleitorado, parecem se dividir sobre um tema sobre o qual Dilma e o PT podem dar uma surfada. O protesto das ruas está por ora quieta. Para quem estava numa situação crítica, não deixa de ser algum alívio.
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