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O pessimismo do mercado para 2015 e 2016

Temos hoje a pior combinação possível de cenário. Pra começar tem a superposição de crise política e crise econômica.

O pessimismo do mercado para 2015 e 2016 Temos hoje a pior combinação possível de cenário. Pra começar tem a superposição de crise política e crise econômica.
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Temos hoje a pior combinação possível de cenário. Pra começar tem a superposição de crise política e crise econômica. Deixando de lado, a política, na economia temos inflação alta, mesmo num ambiente recessivo, com queda do consumo, avanço do desemprego e juros elevados. Uma inflação que persiste mesmo com queda da demanda. É que é uma inflação muito mais de custos do que de demanda. O aumento médio dos preços administrados, que subiram por decisão do governo, como energia e combustíveis, deve ficar em mais de 17,6% este ano. Isso eleva as despesas das empresas, que acabam repassando para os preços, mesmo com o movimento mais fraco. Isso produz uma inflação mais resistente. E qualquer pressão nova, como a alta do dólar ou de alimentos, põe mais lenha na fogueira. Sem esquecer que a indexação ainda está muito presente, com a correção automática de contratos, salários, serviços. Com todos esses componentes, já se prevê inflação alta também no ano que vem. Aí vem o risco de o Banco Central elevar mais os juros básicos, ainda que a eficácia dessa estratégia seja muito discutível. Como eu disse, temos uma inflação de custos não de demanda. As empresas não estão subindo preços porque tem muita gente comprando, disposta a pagar qualquer valor. Não. As empresas têm elevado preços pra presevar o fôlego financeiro. Os juros não vão inibir esse tipo de inflação e acabam sendo mais um fator de aumento de custos. Mas o Banco Central que, lá atrás, derrubou os juros quando a inflação já estava em alta, agora pode querer mostrar serviço. Errou naquela época e pode errar de novo. Agora, no sentido inverso. Ajustes adicionais dos juros podem fazer a economia mergulhar ainda mais, ao desestimular mais o consumo e toda a atividade. Aliás, a expectativa já é de uma recessão mais profunda mesmo. Não chegamos ao fundo do poço. O mercado tem alterado constantemente as projeções porque até os mais pessimistas foram otimistas em relação ao que está acontecendo com o País. E se discussões do impeachment se arrastarem demais, travando decisões do Congresso e do governo, o cenário pode ficar ainda pior. As divergências quanto ao cronograma do processo de impeachment, se haverá ou não recesso parlamentar, levam em conta, exatamente, a previsão de piora da economia nos próximos meses, que vai aumentar a insatisfação popular, podendo influenciar mais as decisões políticas. Eu volto na quinta. Até lá
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