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Para abusos de Trump, freios e contrapesos

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Para abusos de Trump, freios e contrapesos Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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Jornal da Gazeta
Uma parte dos americanos aplaude Donald Trump. A outra parte não está apenas na oposição. Ela adotou uma atitude de resistência. A gota dágua, nesse governo de só 12 dias, foi o decreto da última sexta-feira, que proibiu a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos. Hoje, terça-feira, é o quinto dia consecutivo de atos públicos contra essa discriminação. Não sabemos direito quantas centenas de milhares de americanos saem às ruas para protestar. São atos muito espalhados, convocados pelas redes sociais. A resistência começou no sábado de manhã, quando advogados e tradutores voluntários correram para dezenas de aeroportos, para tentar libertar os líbios ou os sudaneses, que o decreto de Trump proibia de desembarcar. Trump disse que só foram 109 os vetados. O Washington Post diz hoje que foram 90 mil, contando com os que não puderam pegar o avião na hora de viajar. A resistência veio também da secretária da Justiça, Sally Yates, que recomendou aos advogados do governo que não obedecessem o decreto discriminatório. Ela foi demitida. Um direito que Trump tem. Sally Yates era secretária interina, e tinha sido indicada por Barack Obama. Mas existe a resistência dos funcionários de carreira. E isso acontece nos dois ministérios que empregam a elite dos servidores americanos. No Departamento de Estado, circula um documento em que diplomatas dizem que Trump alimenta, no mundo árabe, o sentimento antiamericano, o que é bom só para o terrorismo. E no Pentágono, há um movimento discreto de coroneis e generais, na defesa de iraquianos que combateram ao lado do Exército americano, depois que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003. A moral dessa história é uma lição de política. Está funcionando o sistema de freios e contrapesos, que a sociedade americana possui para reagir aos abusos do poder. No caso, o poder de um troglodita, que confunde preconceito pessoal com aquilo que a Constituição permite que um presidente possa fazer. É assim que o mundo gira. Boa noite.

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