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Os rumos da economia dependem das urnas

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Os rumos da economia dependem das urnas Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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A greve dos caminhoneiros fez a economia voltar alguns degraus no processo de retomada, que já estava difícil. Além de comprometer o potencial de crescimento deste ano, mexeu negativamente com as expectativas, o que também afeta o desempenho futuro e pesou bastante na inflação. Poucas semanas atrás se contava até com uma variação este ano abaixo do piso da meta, que é 3%. Agora, o Banco Central já elevou a projeção para 4,2% e o presidente da instituição, Ilan Goldfajn admite que há uma possibilidade maior de ficar até acima da meta, do ponto central, que é 4,5%. Nesse sentido, o dólar também pode influenciar bastante. Dólar que tem refletido muito o ambiente de maior incerteza no exterior, com as ameaças de guerra comercial e previsão de alta mais forte dos juros nos Estados Unidos; e também de incertezas quanto às eleições. Hoje foi um dia mais tranquilo, de baixa do dólar e alta da bolsa, atribuído, em parte, à pesquisa CNI/Ibope. Ciro Gomes atrás de Marina, com possível segundo turno entre ela e Bolsonaro, afastaria, segundo a leitura do mercado, a possibilidade de vitória de um candidato de extrema esquerda ou com postura mais populista na gestão da economia, que só reforçaria a piora das projeções. O próprio presidente do Banco Central também salientou hoje a importância das reformas, do ajuste fiscal, para se consolidar um quadro de inflação baixa no longo prazo. Nesta semana o governo até renovou a aposta nessa tendência, ao fixar a meta de 2021 em 3,75%, com reduções anuais até lá. Mas, no atual contexto, a previsão para 2019 é de inflação mais alta, que a deste ano, com provável elevação da taxa básica de juros, não só pelas pressões de curto prazo, mas também pelo dólar mais alto e pelo desequilíbrio fiscal, que só será revertido com muito esforço. Os rumos da economia estão atrelados ao resultado das urnas, já que o atual governo não conseguir avançar com a agenda econômica da forma esperada e está tendo de lidar com um ambiente econômico bem pior que se previa. Boa noite.
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