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Os números do desemprego e o impacto para a renda do brasileiro

Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.

Os números do desemprego e o impacto para a renda do brasileiro Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.
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Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.

"A gente costuma ouvir que, quando a economia melhora, quem está no governo tem mais chance de se reeleger, seja presidente ou até governadores e prefeitos. Mas o que quer dizer "a economia melhora"? A economia do país pode voltar a crescer e uma parte grande da população ainda estar vivendo muito mal ou pelo menos pior do que faz uns três anos? É claro que pode.

A taxa de desemprego em janeiro deste ano é só um pouquinho menor do que a de janeiro do ano passado, pouco mais de 12% Claro que há outros números melhores nessa pesquisa de desemprego. O número de pessoas com algum trabalho aumentou em um ano, em 1,8 milhão de trabalhadores.

Como a gente sempre explica aqui no jornal, taxa de desemprego é a proporção de pessoas na força de trabalho procurando emprego, mas que não acha. Logo, tem tanto mais gente trabalhando como mais gente procurando emprego sem achar, gente que era estudante ou estava em casa, sem ânimo de achar trabalho e agora se animou a procurar.

Mas nesse quadro de desemprego grande acontecem outros problemas. Se tem mais gente procurando trabalho do que vaga para trabalhar, o salário médio cresce muito pouco. E é isso que acontece. O poder de compra do salário médio melhorou no ano passado, com a queda da inflação. Mas, agora, está subindo muito pouco. Isso desanima ou desespera o eleitorado.

Outro problema é que, até agora, não começou a aparecer emprego melhor, com carteira assinada. As pessoas estão se virando com bicos ou como autônomas. Como a gente viu na semana passada, 1 de cada 4 trabalhadores está sem emprego, ou trabalhando menos horas do que queria ou não procura trabalho porque acha que não vai achar nenhum.

É muita gente em situação precária, muitas famílias vivendo na insegurança econômica ou na penúria. Na metade ou nos dois terços mais pobres da população, a situação é bem pior. Logo, a economia pode melhorar, mas o emprego fica melhorzinho só depois de um ano de crescimento bom. Logo, a maior parte da população ainda vai estar enfurecida na eleição, porque na pele delas a economia ainda vai mal."

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