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ONU acusa governo da Venezuela de executar opositores

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O alto comissariado da ONU para os direitos humanos é um organismo isento, ele não tem partido político. O relatório que ele divulgou hoje sobre a Venezuela, é de arrepiar os cabelos. Não é documento da oposição à ditadura de Nicolas Maduro, e nem dos chamados "golpistas" contra o regime bolivariano. É da própria ONU. O relatório denuncia grupos de extermínio que atuam sob a proteção da ditadura. A denominação desses grupos é um eufemismo nojento. Eles se chamam operações de libertação do povo. Mas são verdadeiros esquadrões da morte, impunes e sanguinários. Segundo a ONU, entre Junho de 2015 e o final do ano passado, esses bandidos mataram ao menos 505 opositores ao regime. Eles eram quase todos moradores de favelas. A Procuradoria Geral da República, chegou a pedir a abertura de processos contra mais de 300 suspeitos. Mas, em lugar de investigar, a ditadura cassou a Procuradora Luísa Ortega, ameaçou prendê-la, e ela precisou se exilar na Colômbia. O detalhe importante é que não entram nessa conta outros 46 mortos, durante as manifestações de rua, que eclodiram contra a ditadura no ano passado. Diante da impunidade, o alto comissário da ONU, que funciona em Genebra, propõe que a Venezuela seja levada ao Tribunal penal internacional. É a corte internacional de haia, na Holanda, onde foram julgados os genocídios da antiga Iugoslávia e do Sudão do Sul. No mesmo documento, o alto comissariado diz que oitenta e sete porcento dos venezuelanos estão na pobreza, e sessenta e dois por cento na miséria. E eu também acrescento. Nicolas Maduro foi reeleito no mês passado em meio a uma farsa eleitoral. Cerca de 1 milhão e 800 mil venezuelanos já deixaram o país. Entre eles, milhares de médicos, professores e, vejam vocês, também eletricistas. A Venezuela é o País das prateleiras vazias, nos mercados e nas farmácias. E tem também hiperinflação. É essa a cara do paraíso socialista, tão elogiado por uma parte da esquerda brasileira. É assim que o mundo gira. Boa noite.


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