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O impacto da queda da inflação

Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.

O impacto da queda da inflação Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.
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Faz muito tempo que a gente não tinha uma semana com mais boas notícias do que de notícias ruins na economia. São coisas miudinhas ainda. Mas a gente espera que a galinha da economia comece a encher o papo com esse milho miudinho.
Hoje, a gente viu a inflação surpreendeu de novo, para baixo. Em termos de inflação anual, é a mais baixa desde setembro de 2010. Quase sete anos.
A inflação da comida caiu para baixo de 5% ao ano. No ano passado, nesta mesma época era de horríveis 13% ao ano. Nos últimos seis meses, na verdade, o preço médio da comida caiu.
Como a gente sempre diz aqui na Gazeta, menos inflação, juros mais baixos, caindo bem daqui até o final do ano.
Além da inflação, soube-se nesta semana da produção das fábricas, da produção industrial de janeiro. A produção parou de cair. Parece pouco. Mas, até outubro, caía ainda de modo pavoroso.
A produção de carros voltou a subir, na comparação com o ano passado. Boa parte desse aumento foi de carros feitos para a exportação, pra vender lá fora. Mas, pelo menos, as montadoras estão produzindo mais. Isso significa que as demissões param.
A inadimplência continua a cair desde o final do ano passado. Isto é, o número de atrasos e calotes diminui. Isso quer dizer que o brasileiro está apertado, mas muitos estão pelo menos se livrando de dívidas.
A gente viu também nesta semana que, pela primeira vez desde o início de 2015, as indústrias pararam de ficar pessimistas sobre os investimentos. Quer dizer, na média, não pretendem mais cortar gastos em novas compras de máquinas, equipamentos ou prédios.
Por fim, começou a cair na conta de milhões de pessoas o dinheirinho que estava parado no FGTS. Não é muito, pra cada um, pra maioria das pessoas. Tudo junto, dá mais de 30 bilhões de reais. É um dinheiro que dá para mexer a economia toda.
Tudo ainda é muito frágil. Parecem uns brotos de planta nova surgindo no canto de uma fazenda queimada. Mas pode ser o começo do fim desta crise muito triste de horrorosa.
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