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O desemprego está pior do que se previa

O desemprego está pior do que se previa
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Jornal da Gazeta
O desemprego é o pior efeito, do ponto de vista social, de toda a crise que o País vem enfrentando. A expectativa já era de aumento no começo do ano, não só pela recessão, mas também por ser um período em que as empresas, normalmente, deixam de contratar. Por outro lado, muita gente, que está desempregada, retorna ao mercado. Mas o levantamento divulgado hoje pelo IBGE trouxe indicações de que a piora do mercado de trabalho pode ser mais acentuada do que se previa. O desemprego deu um salto muito forte no mês. Em algumas regiões subiu um ponto, como em São Paulo e Belo Horizonte. E o avanço veio mais do corte de vagas, o que não costuma acontecer em janeiro, do que do aumento da demanda. Pelo jeito, muitas empresas, diante da perspectiva de mais um ano de crise, resolveram cortar vagas que ainda vinham segurando. E a demanda por vagas não aumentou num ritmo proporcional por desalento. Todo mundo sabe das dificuldades de se encontrar um novo emprego com a economia como está. Mas essa situação não vai persistir. Diante do aperto financeiro, provocado também por outros fatores, como a inflação alta e os juros recordes, a procura por vagas deve aumentar, reforçando o desemprego. Como as empresas dos vários setores ainda devem demitir mais, o desemprego ainda pode avançar muito. Não há no horizonte uma perspectiva de reversão da crise econômica. E o mercado de trabalho é sempre o último a reagir. As empresas só voltam a contratar quanto têm confiança em uma retomada pra valer da atividade. Muitos setores estão trabalhando com um nível muito alto de ociosidade, como a indústria. Mesmo que a economia comece a se recuperar, que haja um movimento maior, têm como trabalhar sem ter de contratar. E o problema não é só o desemprego. O rendimento também está em queda. Caiu 7,4% na comparação anual. São trabalhadores fazendo acordos de redução dos salários pra preservar o emprego; desempregados que encontram nova colocação com ganho menor, ou que passam a trabalhar por conta própria, também com diminuição do rendimento. Enfim, não dá pra fazer previsões melhores para o mercado de trabalho e isso acaba pesando nas expectativas quanto ao desempenho da economia. A massa salarial menor compromete o consumo e toda a atividade. Eu volto na segunda. Até lá.

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