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O Brasil continua um país subdesenvolvido

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As Nações Unidas criaram há 28 anos uma espécie de fita métrica para medir a qualidade de vida dos países do planeta. É o Índice de Desenvolvimento Humano, conhecido pela sigla IDH. Pois bem, a ONU anunciou hoje o IDH relativo a 2017. E o Brasil está vergonhosamente parado na posição de número 79. Ao todo, são analisados 189 países. É a segunda vez em que nosso país apresenta uma estagnação. Entre 2012 e 2014, avançamos seis posições. E depois estagnamos, certamente por causa da recessão. O IDH combina três fatores: saúde, educação e renda. Desde 1990, o Brasil melhorou nesses três quesitos. Mas os demais países foram mais rápidos em melhorar nos quesitos deles. Para exemplificar, a esperança de vida ao nascer cresceu por aqui em dez anos. A escolaridade aumentou em três anos, e a renda cresceu em 30%. Mas o IDH brasileiro ainda é ultrapassado na América Latina pelo Chile, Uruguai e Argentina. Entre nossos vizinhos, é curioso o caso da Venezuela. Ela despencou 16 posições, numa queda comparável à da Síria, Líbia e Iêmen, que são países devastados por guerras civis. Os melhores países em desenvolvimento humano são, pela ordem, a Noruega, a Suíça, a Austrália, a Irlanda e a Alemanha. E os piores, todos na África, são o Burundi, o Chade, o Sudão do Sul, a República Centro-Africana e o Níger. O Índice de Desenvolvimento Humano, eu repito, é um barômetro objetivo pelo qual os países descobrem o quanto precisam melhorar. E por ocuparmos apenas a posição de número 79, é bobagem insistir que somos a oitava ou a nona economia do mundo, e que fabricamos aviões, produzimos soja e temos o pré-sal. O Brasil continua a ser um país subdesenvolvido. É assim que o mundo gira. Boa noite.


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