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Novo comando mexe pouco com o poder em Cuba

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Novo comando mexe pouco com o poder em Cuba Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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Jornal da Gazeta
"Nesta quinta-feira, a ditadura em Cuba vai ter pela primeira vez um chefe que não possui o sobrenome Castro. Depois do falecido Fidel e do irmão dele, Raul, o Conselho de Estado, que é uma espécie de presidência, será entregue a um burocrata de 57 anos, chamado Miguel Díaz-Canel. Mas Raul Castro, agora com 86 anos, continuará como chefe do Partido Comunista.

Isso mostra que muito pouco ou quase nada deverá mudar nessa ilha do Caribe de 11 milhões de habitantes, onde a liberdade política é um produto que continua miseravelmente em falta. É claro que algumas coisas estão mudando em Cuba. Mas bem devagarinho.

O regime procura construir um setor privado na economia. Há hoje 550 mil cubanos que não trabalham para o governo. A cada duas pessoas, uma tem celular conectado à internet. E não há mais a proibição de comprar um carro ou de um apartamento. Mesmo assim, os dirigentes comunistas têm medo de partir para uma abertura parecida com aquela que os comunistas fizeram na China ou no Vietnã. Que não são democracias, mas nesses países a ditadura tende a amolecer pela economia de mercado.

Cuba está longe disso. Não tem ainda uma classe média que poderá reivindicar um poder político maior. Uma das chaves para arrombar o bunker cubano está com os Estados Unidos. Barack Obama estabeleceu relações diplomáticas e assinou um acordo para aumentar o comércio entre os dois países.

Mas então veio Donald Trump. O atual presidente americano desestimulou o turismo e limitou o comércio. E ainda agora, no último fim de semana, durante a Cúpula das Américas, no Peru, a delegação americana evitou contato com diplomatas cubanos e soltou uma nota, dizendo - aliás, com alguma razão - que nada mudará para os cubanos com a escolha de Miguel Díaz-Canel como novo presidente.

Mas tem coisa que a gente não fala em público, caso o plano seja acelerar o trajeto de Cuba na direção da democracia. É assim que o mundo gira. Boa noite."

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