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Não dá pra negar sinais de melhora

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A economia brasileira tem emitido sinais melhores. A questão é que o tombo foi tão grande e em tantas frentes que a percepção dessa melhora fica mais difícil. A inflação, sem dúvida, está em patamar muito inferior ao do ano passado. Tem conseguido absorver pressões, como a elevação da tarifa de energia e dos combustiveis, correndo bem abaixo da meta, de 4,5%. O IPCA deve encerrar o ano em 3,5... 3,7%. E isso dá espaço para o Banco Central continuar cortando os juros básicos. A taxa selic deve fechar 2017 em 7,5.... 8%, o que deve dar mais impulso à atividade. E tem a reação do emprego formal, como está mostrando o Caged, com o aumento das contratações com carteira assinada há quatro meses, incluindo agora até setores que têm tido mais dificuldade de retomada, como a construção. O setor teve uma pequena oferta vagas em julho. Pequena, mas após 33 meses de números negativos. Com certeza esse é um dado melhor. Só que pra quem está desempregado - e são mais de 13 milhões e meio de brasileiros - parece pouco. E é mesmo. Sendo que o desemprego também faz com que boa parcela da população não sinta o comportamento melhor da inflação. As famílias, com alguém desempregado, continuam com orçamento apertado. Tem mais: estamos vindo de um bom período de inflação pesada, que jogou os preços nas alturas e corroeu bastante a renda. Apenas com os reajustes salariais compensando essas perdas é que os índices mais baixos de inflação vão começar a fazer diferença.Não estamos no melhor dos mundos. Pra ficar bom ainda tem um longo caminho de ajustes pela frente, que passa pelo difícil ajuste das contas públicas e uma retomada mais consistente dos investimentos. Mas não dá pra negar os sinais de melhora. Eu volto na segunda. Até lá.


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