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Na Venezuela, lógica da malandragem

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Na Venezuela, lógica da malandragem Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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É claro que vocês se lembravam de Luísa Ortega Diaz. Ela foi até há duas semanas a procuradora-geral da Venezuela. Estava criticando o governo. E então foi demitida. Nesse final da semana, ela deixou clandestinamente o país. Apareceu na Colômbia e deve se exilar nos Estados Unidos, depois de passar pelo Brasil. E no falar em exílio, Chile abrigou quatro magistrados e um deputado, que se esconderam na chancelaria chilena em Caracas. Pois são acontecimentos banais, nesse longo fim-de-festa da ditadura bolivariana. A oposição está espremida, quase na ilegalidade. A ditadura deveria ter convocado eleições no fim do ano pasado, para escolher 23 governadores. Mas ela é alérgica ao cheiro de voto. Para tentar esva ziar as manifestações de rua, o ditador Nicolas Maduro anunciou que a votação acontecería no final deste ano. A oposição fará primárias, agora em setembro, para escolher os candidatos dela. Eles com certeza vão ganhar. Mas é difícil que tenham algum poder político. Essa lógica da malandragem foi testada com a Assembleia Nacional, eleita em 2015 com maioria da oposição. O Tribunal Superior de Justiça, que faz tudo o que a ditadura manda, anulou todos os projetos votados pela Assembleia. E na ultima sexta-feira, quem assumiu o poder de legislar, foi a constituinte de faz-de-conta, que não tem um único deputado oposicionista. A constituinte faz-de-conta não foi escolhida pelo voto popular. Não tem legitimidade. E mudando de assunto. Maduro tem sido duramente criticado por um personagem extraordinário da cultura venezuelana. Ele se chama Gustavo Dudamel. É o maestro de 36 anos, titular da Filarmônica de Los Angeles, um dos grandes nomes da música mundial. Pois bem, no domingo, o ditador cancelou a excursão que Dudamel faria aos Estados Unidos, regendo os 160 músicos da Orquestra Sinfônica Jovem da Venezuela. Para um país em que se passa fome, e onde as pessoas se matam por um pedaço de pão, a perseguição a Dudamel é de uma tristeza até secundária. É assim que o mundo gira. Boa noite.

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