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Na Argentina, central peronista pressiona Macri

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Se vocês me perguntarem se os argentinos fizeram hoje, uma greve geral contra o presidente Maurício Macri, eu responderia: não sei. A central peronista CGT paralisou todos os meios de transporte e construiu barreiras nas estradas.

Impossível dizer se alguém não foi trabalhar para protestar contra o governo ou se alguém não chegou ao local de trabalho, porque os peronistas não deixaram. Esse tipo de greve virou rotina na argentina. No ano passado foram duas greves gerais e este ano já tivemos uma terceira. A de hoje foi a quarta.

Os sindicatos protestam contra o acordo do governo com o FMI. O órgão internacional emprestou 50 bilhões de dólares e amanhã deve anunciar mais dinheiro. O governo usa esse cheque especial para evitar as especulações contra o peso. A moeda vale hoje a metade do que valia no começo do ano.

A desvalorização traz mais inflação, e com ela todo mundo sai perdendo. Mas os peronistas querem, no fundo, a volta dos subsídios aos gêneros de primeira necessidade. Macri não vai fazer isso. Para ele, seria um tiro no pé, seria o abandono da meta de equilíbrio fiscal. Ou seja, gastar somente o que o estado arrecada em impostos.

Mas eis que, em meio a essa nova greve, agora de manhã renunciou Luís Caputo, nomeado há quatro meses presidente do Banco Central. Foi uma briga interna com o Ministério da Fazenda, sobre deixar flutuar o câmbio, como quer o FMI, ou limitar a flutuação a uma banda com um teto e um piso. Isso é quase uma bobagem. Mas a renúncia aconteceu num péssimo momento. O presidente Mauricio Macri está nos Estados Unidos, para negociar com o Fundo Monetário e para discursar na ONU. E poderia ter ido hoje dormir sem essa. É assim que o mundo gira. Boa noite.


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