TV Gazeta ícone da TV Gazeta ícone da TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo SP BR
ícone da TV Gazeta TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta! TV Gazeta, Receitas, Revista da Cidade, Você Bonita, Mulheres, Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Troféu Mesa Redonda, Papo de Campeões, Edição Extra, Gazeta Shopping, Gazeta Superofertas, Fofoca

Juro no cartão de crédito é recorde em 20 anos

Apesar de o Banco Central ter dado uma parada no aumento da taxa básica, por preocupações com a recessão e a queda de atividade, os juros para os consumidores não param de subir.

Juro no cartão de crédito é recorde em 20 anos Apesar de o Banco Central ter dado uma parada no aumento da taxa básica, por preocupações com a recessão e a queda de atividade, os juros para os consumidores não param de subir.
Logo do programa Jornal da Gazeta
Apesar de o Banco Central ter dado uma parada no aumento da taxa básica, por preocupações com a recessão e a queda de atividade, os juros para os consumidores não param de subir. É um recorde atrás do outro. Levantamento da Anefac, Associação dos Executivos de Finanças, mostrou que em março a taxa média do rotativo do cartão chegou a 432% ao ano, a maior em 20 anos. Já a taxa média do cheque especial bateu nos 263,7%. São taxas médias. No caso do cartão tem banco cobrando, no rotativo, 1000% ao ano. Parece inacreditável, mas é a realidade. Os bancos, por medo da inadimplência, aumentam as taxas pra compensar eventuais perdas com o calote. Só que com as taxas nesse nível, muito provavelmente, a inadimplência vai crescer. Como bancar um custo tão alto? Até porque não é só isso. O consumidor também está com a renda comprometida pela inflação e pelo desemprego. Não é à toa que a demanda por crédito vem caindo muito. Só encara quem não tem outro jeito. E o melhor é sempre buscar linhas mais baratas ou menos caras, já que aumento tem sido generelizado. Mas o consignado e o crédito pessoal ainda têm um custo mais acessível, com a vantagem de terem parcelas fixas. No cartão e no cheque especial o custo da rolagem vai subindo de acordo com a mudanças das taxas de mercado. E por mais absurdo que pareça, a tendência ainda é de alta. O próprio Banco Central, ao divulgar o relatório de estabilidade financeira, reconheceu a queda da demanda por crédito e que a inadimplência deve subir. Nas atuais condições da economia nem adianta o governo vir com aquela ideia, de sempre, de tentar estimular o consumo e a atividade liberando mais crédito. Hoje essa estratégia não daria resultado. Falta confiança também. A situação só vai mudar quando houver maior segurança quanto ao cenário político e econômico. Enquanto isso, o crédito mais caro e escasso acaba reforçando a desaceleração da atividade, ao frear com mais intensidade o consumo, além de trazer dificuldades adicionais para as empresas, que já estão tentando se equilibrar entre o consumo mais fraco e o aumento de custos. Os juros para as empresas também estão subindo. Eu volto na segunda. Até lá.
Leia mais sobre:
Siga o Jornal da Gazeta nas redes sociais