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EUA e Coreia do Norte um tom acima

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Se fosse para traduzir as palavras em ações, os Estados Unidos e a Coreia do Norte já estariam em guerra. E poderiam ser dois tipos de guerra. O primeiro seria o tipo convencional, com mísseis norte-coreanos despejando dinamite na Ilha de Guam. É uma ilha ao norte da Austrália, e que pertence aos Estados Unidos desde o finzinho do século 19. Entre os 160 mil habitantes, existem os militares e o pessoal técnico de uma base da força aérea americana. O segundo tipo de guerra é muito, mas muito mais perigoso. É a hipótese de a ditadura comunista tentar usar armas nucleares. O Washington Post disse que a Coreia do Norte já fabricou 60 bombas atômicas. E disse também que elas já estão sendo miniaturizadas, para caber na ponta de um foguete. Por enquanto, a ditadura asiática não tem foguetes para atravessar o Pacífico, e atingir o território continental dos Estados Unidos. Mas a questão não é essa. Se acontecer um ataque, os americanos vão reagir. Se for com explosivos convencionais, a coisa vai envolver a Coreia do Sul, o Japão e a China, que é a única aliada dos norte-coreanos. Seria uma guerra convencional limitada àquela região da Ásia. E seria uma imensa tragédia para a economia mundial, porque os chineses estariam na briga. A tragédia de verdade viria com explosivos atômicos. Ao se destruírem, os beligerantes destruiriam todo o planeta. O ditador Kim Jong-un afirmou, ontem, que está pronto para bombardear a Ilha de Guam, e deu até detalhes técnicos. O presidente Donald Trump respondeu hoje que está com o dedo no gatilho. É por enquanto ameaça retórica. O secretário de estado americano, Rex Tillerson, tentou pôr calma no barraco, e afirmou que os americanos poderiam dormir tranquilos. Mas ele foi desmentido pelo porta-voz da Casa Branca. Ou seja, o tom está subindo. Trump é irmão gêmeo de Kim Jong-un quando falamos da irresponsabilidade e da empáfia. Vamos torcer para que os dois continuem apenas xingando um a mãe do outro, e blefando. É assim que o mundo gira. Boa noite.


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