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João Batista Natali/ ONU divulga balanço mundial sobre assassinatos

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João Batista Natali/ ONU divulga balanço mundial sobre assassinatos Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - João Batista Natali/ ONU divulga balanço mundial sobre assassinatos
Vamos falar de homicídios. A ONU tem uma agência para o estudo de drogas e crimes. E ela divulgou hoje, em Londres, seu novo relatório. Em 2012, ano coberto pela coleta, 437 mil pessoas foram assassinadas. É muita gente. É mais do que a população das cidades paulistas de Santos ou de São Bernardo do Campo. O último levantamento tinha sido divulgado há dois anos. E tinha revelado 50 mil assassinatos a mais. Mesmo assim, os técnicos não afirmam que essa forma hedionda da criminalidade está em queda. Dizem apenas que aperfeiçoaram a metodologia e que a questão continua a ser muito grave. Alguns dados são previsíveis. Por exemplo, são do sexo masculino 80 por cento das vítimas e 95 por cento dos autores de homicídios. A violência doméstica, quando em geral o marido mata a mulher, representa 15 por cento dos casos. Na Ásia e na Europa, onde é bem menor a taxa de latrocínios, os homicídios dentro de casa chegam a representar 80 por cento dos casos. Há também um fator político. Os homicídios se multiplicam por dois em países que atravessam longos períodos de instabilidade, como o Haiti e o Sudão do Sul. Mas quando eles voltam à paz, e as instituições voltam a funcionar, a criminalidade cai repentinamente. É o caso da Libéria. A ONU não tem números para quantificar a motivação do assassino. Mas afirma que eles estão em grande parte sob o efeito de drogas ou de bebidas alcoólicas. A média mundial de homicídios é de 6,2 para cada 100 mil habitantes. Mas ela é dez vezes maior nos países mais violentos, como a Venezuela, a África do Sul e a Nigéria. Existem regiões, como o Sudeste da Ásia, em que as taxas são tão insignificantes que mal se consegue fazer estatísticas. É uma questão cultural. Mas em outras regiões do mundo as pessoas se matam menos porque sabem que a polícia é eficiente. E sabem que o Judiciário os espera com uma bela condenação. Na Ásia, a metade dos casos é identificada e o criminoso vai a julgamento. Na Europa, esse número é ainda maior. É de 84 por cento. A chance de ser pego é tão grande que o crime não compensa. Eu sei que esse assunto é um tanto mórbido. Mas, o que fazer? É assim que o mundo gira.
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