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João Batista Natali/ O mundo discute o drama dos estupros nas guerras

O mundo discute o drama dos estupros nas guerras

João Batista Natali/ O mundo discute o drama dos estupros nas guerras O mundo discute o drama dos estupros nas guerras
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Vamos falar hoje de um assunto delicado: as guerras e a violência sexual contra as mulheres. Foi aberta hoje em Londres uma conferência internacional sobre o assunto. Estão representados 140 países. A conferência foi uma iniciativa da diplomacia britânica. Quem também participa é a atriz americana Angelina Jolie, que é uma espécie de embaixadora informal da ONU para questões humanitárias. A guerra e o estupro são duas coisas intimamente ligadas. Mulheres são vítimas em massa de guerras civis, que hoje acontecem na República Democrática do Congo, no Sudão e na Síria. Num passado recente, também foi o caso da Libéria e da Bósnia. Nesse último país, a estimativa é de que, há duas décadas, entre 20 mil e 50 mil mulheres tenham sido estupradas por soldados inimigos. A questão tem sido silenciada por um doloroso tabu. As mulheres estupradas e seus familiares querem esquecer a tragédia de que foram vítimas. É por causa do mesmo tabu que a violência sexual durante a Segunda Guerra Mundial só começou a ser discutida há menos de 20 anos. O historiador britânico Antony Beevor diz que o Exército Soviético estuprou 100 mil mulheres, depois da tomada de Berlim e da queda do Terceiro Reich. Essa quantificação é exata porque as vítimas procuravam hospitais para saber se não tinham contraído alguma doença. Outro número impressionante: 10 mil mulheres berlinenses se suicidaram, um pouquinho antes e um pouquinho depois da derrota final do nazismo. Tinham medo de ser estupradas ou já tinham sido vítimas de estupro. Ainda durante a Segunda Guerra, os alemães sequestraram mulheres na Ucrânia e na Rússia, e as trancaram em prostíbulos militares. Existem casos que não são propriamente estupros em massa. Foi o caso de soldados americanos contra mulheres italianas, de soldados ingleses contra mulheres francesas. Durante séculos se afirmou que guerra é uma coisa de homem. Pois é justamente aí que mora o perigo. É assim que o mundo gira.
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