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João Batista Natali / No Iraque e na Síria, uma salada de radicais

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João Batista Natali / No Iraque e na Síria, uma salada de radicais Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - João Batista Natali / No Iraque e na Síria, uma salada de radicais
Vamos hoje falar novamente da Al Qaeda. Combatentes dessa corrente radical sunita assumiram o controle de Fallujah, no Iraque. A cidade tem 320 mil habitantes e fica a apenas 70 quilômetros de Bagdá. A situação se complica para o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Malik, que é um muçulmano xiita e aliado dos Estados Unidos. O governo americano está apressando o envio de armas para evitar que os simpatizantes da Al Qaeda aumentem sua base territorial. Lembrem-se de como essa história começou: os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003, gastaram 1 trilhão de dólares e perderam 4 mil homens. Mas não conseguiram transformar o país numa democracia. Fallujah é a capital da província de Anbar, e a Al Qaeda loca é conhecida pela sigla Isis, que significa Estado Islâmico no Iraque e no Levante. Levante era o nome que os europeus davam antigamente ao Oriente Médio. Pois bem, a mesma Isis se transformou em força militar importante na Guerra Civil da Síria. Seus combatentes controlam a cidade de Raqqa, ao norte do país e com 200 mil habitantes. Os principais inimigos deles são conhecidos pela sigla Nusra, também formada por radicais sunitas e que também reivindicam ligações com a Al Qaeda. Essa salada de radicais no Iraque e na Síria não é apenas formada por combatentes locais. Estimativa de um centro de estudos americanos diz que 11 mil adeptos da guerra santa islâmica são cidadãos europeus ou de outros países do Oriente Médio, ou ainda do Casaquistão e até da Indonésia. O fortalecimento dos radicais sunitas muda o jogo político na região. O Líbano acabou contaminado. Os xiitas do Hizbollah são alvos de atentados nos bairros ao sul de Beirute. Outra curiosidade: o Irã, inimigo tradicional dos Estados Unidos, ofereceu armas ao Iraque, para que o governo xiita enfrente os rebeldes. É até engraçado Barack Obama estar de braços dados com o governo do Irã. Um último lembrete. A Al Qaeda é uma ideia maluca. É terrorista e não tem comando unificado. Funciona como uma espécie de franquia que atrai gente que tem saudades do finado Osama Bin Laden. É assim que o mundo gira.
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