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João Batista Natali / Acordo com o Irã cria problemas para Obama

João Batista Natali / Acordo com o Irã cria problemas para Obama
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Vamos falar hoje do Irã. E a notícia é boa. Foi anunciado anteontem o detalhamento de um acordo para que o governo daquele país abandone o plano de produzir a bomba atômica. O acordo deve entrar em vigor já nesta segunda-feira. Ele diz que o Irã fica autorizado a enriquecer urânio em até 5%. É o que basta para produzir eletricidade. Deverá engavetar a ideia de enriquecimento em 90%, o que já seria a matéria-prima para a bomba nuclear. Os interlocutores do Irã são os membros permanentes do Conselho de Segurança, e mais a Alemanha. Corre por fora a Agência Internacional de Energia Atômica, que é ligada à ONU e tem os inspetores para fazer a fiscalização. Em troca das concessões, a república islâmica deverá recuperar mais de 4 bilhões de dólares que estavam congelados no Ocidente. E poderá, aos poucos, normalizar seu comércio com os Estados Unidos, China, Rússia, Índia e União Europeia. Se tudo aconteceu agora com tanta facilidade, por que é que o Irã não recuou bem antes? A resposta é simples. O regime islâmico esgotou seu modelo de ditadura. Ter petróleo não basta. Ele precisa se livrar das sanções econômicas, pôr fim ao isolamento que vem de 1979 e ganhar oxigênio comercial e tecnológico para sobreviver. Quem manda no país é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente, Hassan Rouhani, é quase um figurante. A Arábia Saudita está preocupada. O fortalecimento diplomático do Irã não é bom para os muçulmanos sunitas. O Irã é xiita, tanto quanto o atual governo do Iraque. Os xiitas também dão as cartas na Guerra Civil da Síria e são fortes no Líbano. Quem também não gostou da história foi o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Ele cometeu ontem a deselegância de tocar no assunto, no discurso dos funerais do ex-premiê Ariel Sharon. Barack Obama sai ganhando com o acordo. Mas criou dois problemas. O primeiro é convencer o Senado a não votar sanções preventivas contra o Irã. E o segundo será o de encontrar uma nova forma de convivência com Israel e com a Arábia Saudita, os maiores aliados americanos no Oriente Médio. É assim que o mundo gira. Boa noite. Tema: Política internacional

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