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Irã e Arábia Saudita disputam influência

Irã e Arábia Saudita disputam influência
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Jornal da Gazeta
A crise entre os países muçulmanos do Oriente Médio é muito grave. Na semana passada, a Arábia Saudita cometeu um crime horroroso. Condenou à morte e executou o aiatolá Nimr al-Nimr. Ele liderava a minoria xiita do país. Os xiitas são 15 por cento da população da Arábia Saudita, que é uma ditadura vestida de monarquia. O governo local quis atingir o Irã, onde os xiitas são maioria. O Irã tem um regime político truculento. No sábado, manifestantes iranianos incendiaram a embaixada saudita. Os sauditas romperam relações diplomáticas com o Irã. E ontem, segunda-feira, seguiram o mesmo exemplo dois aliados sauditas, o Bahrein e o Sudão. Hoje foi a vez do Kuait, que retirou o embaixador em Teerã. Os iranianos e os sauditas têm uma velha rivalidade. A raiz do conflito é religiosa, e começou há mais 14 séculos, com a sucessão sangrenta do profeta Maomé. Foram logo no começo 600 mil mortos. Hoje o Irã e a Arábia Saudita disputam influência no Oriente Médio. Os dois países apoiam forças que são inimigas na Guerra Civil da Síria. E fazem a mesma coisa em outra guerra civil, a do Iêmen, que é um pequeno país ao sul da Península Arábica. A ONU anunciou hoje que, em nove meses de conflito, já morreram por lá quase 6 mil. Vocês podem me perguntar por que a comunidade internacional não entra em campo para apaziguar iranianos e sauditas. A resposta é simples. A Arábia Saudita é a segunda maior produtora mundial de petróleo, depois dos Estados Unidos. Ninguém tem peito para mexer com ela. O Irã também tem petróleo, e voltou ao mercado no ano passado, depois do embargo econômico que o colocou na geladeira, por suspeita de querer produzir a bomba atômica. Mas, nesses dias de crise, o Irã ficou isolado. O único consolo para o Ocidente é que o conflito não afetou ainda o preço do petróleo. Ele continuava hoje baratinho, em torno de 37 dólares o barril. Isso pode mudar se crescer a possibilidade de uma guerra. O que seria muito ruim para todos os muçulmanos. E também para todos nós. É assim que o mundo gira. Boa noite.

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