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Intolerâncias em alta: Kailane, 11 anos, apedrejada por ser do candomblé

Vila da Penha, Rio. Kailane, de 11 anos, está voltando do candomblé com a avó, Kátia, que é mãe de santo. De repente, insultos partem de dois homens.

Intolerâncias em alta: Kailane, 11 anos, apedrejada por ser do candomblé Vila da Penha, Rio. Kailane, de 11 anos, está voltando do candomblé com a avó, Kátia, que é mãe de santo. De repente, insultos partem de dois homens.
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Vila da Penha, Rio. Kailane, de 11 anos, está voltando do candomblé com a avó, Kátia, que é mãe de santo. De repente, insultos partem de dois homens. A avó conta:
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-Eles levantaram a Bíblia e começaram a chamar de 'diabo', ' macumbeira' e gritar 'vai para o inferno', 'Jesus está voltando'.
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Uma pedra atirada pelos agressores atingiu a cabeça da menina Kailane Campos. Que disse ao jornal Extra:
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-Continuo na minha religião, minha fé, mas não saio mais de branco... Tenho medo de morrer.
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Esse não foi um ato isolado. A antropóloga Sonia Giacomini e a historiadora Denisi Pini Fonseca publicaram estudo de 20 meses com 840 terreiros de religiões de origem africana.
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No livro "A Presença do Axé- Mapeando Terreiros no Rio de Janeiro" se informa: 430 dos 840 terreiros, pouco mais da metade, já foram alvo de agressões.
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São agressões verbais e físicas, apedrejamentos, ameaças de expulsão do bairro, destruição de imagens e até incêndios.
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O secretario de segurança do Rio, José Beltrame, definiu o caso Kailane: "É intolerância religiosa e isso não podemos aceitar".
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Intolerância que têm se repetido há mais de duas décadas. No Rio, na Bahia, São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Minas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul... Brasil afora.
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Criado em 2011, o Serviço "Disque 100" da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência já recebeu centenas de denúncias.
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Há uma semana, na Câmara, dezenas de deputados suspenderam uma sessão, rezaram o Pai-Nosso e deram vivas a Jesus dentro do plenário.
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Isso na presença do presidente da Câmara. Ele, Eduardo Cunha, defende urgência na votação de lei que pune com até 8 anos de cadeia algo definido como "Cristofobia".
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O que têm a dizer tal e tais deputados, sempre tão ativos, sobre insultos e pedra atirados contra a menina Kailane e sua avó?
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Ou barulho de ocasião e factoides, ou estrondoso silêncio... Qual significado disso diante da onda crescente de agressões e intolerâncias?
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