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Impeachment é destaque na mídia internacional

O Brasil está mais uma vez no centro dos interesses. Mas o curioso é que o foco da mídia está meio embaçado.

Impeachment é destaque na mídia internacional O Brasil está mais uma vez no centro dos interesses. Mas o curioso é que o foco da mídia está meio embaçado.
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Não me perguntem se existe hoje, no noticiário internacional, alguma coisa mais importante que a Dilma Rousseff. O Brasil está mais uma vez no centro dos interesses. Mas o curioso é que o foco da mídia está meio embaçado. Ninguém erra no essencial, como a votação desta madrugada no Senado. Os erros são de abordagem. Vou dar um exemplo. O Guardian, que é de longe o mais bem feito jornal britânico, diz sutilmente que Dilma caiu, também porque era mulher. Faria até sentido. O Brasil é um país de machistas, e a coitada da presidente precisou enfrentar esse preconceito. Um outro exemplo. O Le Monde, que ainda é o melhor jornal francês, costuma enxergar o mundo com os critérios da política interna da França. Pois na França existem dois blocos partidários bem definidos. O da esquerda e o da direita. Com isso, para eles, Dilma era a chefe do bloco de esquerda. Pouco importa se na base aliada dela atuassem lideranças muito conservadoras. E, por contraste, o Le Monde diz que o impeachment foi uma operação planejada pela direita. E aqui vai um terceiro exemplo. Os correspondentes estrangeiros não entenderam direito essa jabuticaba de nossa Constituição, que consiste em construir um impeachment em três etapas. A primeira na Câmara e as duas seguintes no Senado. É por isso que as votações iniciais são políticas. Um deputado e um senador não precisam se limitar às pedaladas fiscais. Podem também julgar a governante pelo conjunto da obra. Já que esse detalhe não foi bem compreendido, sobra espaço para a confusão entre impeachment e golpe. Em contraste com tudo isso, há o estilo austero da revista britânica The Economist. Ela diz, simplesmente: "O Brasil está com um novo presidente". A moral da história é que o Brasil é um país complicado. Nós temos por aqui uma dinâmica própria. E essa dinâmica não depende das imprecisões da mídia internacional. É assim que o mundo gira.

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