TV Gazeta ícone da TV Gazeta ícone da TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo SP BR
ícone da TV Gazeta TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta! TV Gazeta, Receitas, Revista da Cidade, Você Bonita, Mulheres, Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Troféu Mesa Redonda, Papo de Campeões, Edição Extra, Gazeta Shopping, Fofoca

Homofobia e fácil acesso a armas tiram 50 vidas

Para muitos, portar uma arma significa exercer de maneira radical a cidadania, o individualismo e a masculinidade.

Homofobia e fácil acesso a armas tiram 50 vidas Para muitos, portar uma arma significa exercer de maneira radical a cidadania, o individualismo e a masculinidade.
Logo do programa Jornal da Gazeta
O atentado na cidade de Orlando ainda não acabou. Ele continua sob a forma de duas perguntas. A primeira é a seguinte: como é que ainda existe esse preconceito envelhecido, embolorado, chamado homofobia? O homossexual foi visto durante séculos como um doente. Isso mudou há quase 50 anos. Foi quando um psiquiatra de Nova York, chamado George Weinberg, publicou uma pesquisa definitiva que definiu essa parcela da população como feliz na diferença com que vivia. Não era uma portadora de doença mental. Weinberg foi o primeiro que chamou o preconceito de homofobia. E foi também o primeiro que fez circular a palavra gay. A palavra gay substituiu um monte de palavras pejorativas que qualificavam essas pessoas. A homossexualidade deixou de ser doença no Manual de Diagnósticos dos Estados Unidos. Em poucos meses, a Organização Mundial da Saúde também adotou esse critério. É um critério já adotado no Brasil. Vejamos a segunda grande pergunta que nasce com o atentado em Orlando. Os Estados Unidos são hoje um país dividido. Essa divisão interna se acelerou com as primárias para presidente. O republicano Donald Trump se engana ao argumentar que, se o assassino era filho de um muçulmano do Afeganistão, o culpado é o governo, porque permitiu que o pai dele emigrasse para os Estados Unidos. A posição correta vem da democrata Hillary Clinton. Ela argumenta que é preciso impedir que qualquer maluco tenha acesso a uma arma de fogo. É uma questão antiga, e não é agora que ela vai ser resolvida. A segunda emenda da Constituição americana garante a liberdade do porte de arma. É uma lei que foi aprovada em 1791. Para muitos, portar uma arma significa exercer de maneira radical a cidadania, o individualismo e a masculinidade. Mas eu tenho minhas dúvidas. O sujeito armado é um cidadão inseguro e medroso. O individualismo dele tem um componente agressivo. É um individualismo de má qualidade, é um macho com o atributo equivocado. É assim que o mundo gira. Boa noite.
Leia mais sobre:
Siga o Jornal da Gazeta nas redes sociais