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Expansão em 2018 parece garantida

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O PIB do terceiro trimestre, mesmo com alta de apenas 0,1%, mais a revisão, pra cima, dos dados dos trimestre anteriores, já impulsionaram essas projeções mais otimistas. E novas revisões devem ocorrer. Já se fala em expansão de 1% este ano e até mais de 3% no ano que vem. E não há mágica, manobra, nessas projeções. A situação começou a mudar com a adoção de uma política econômica mais responsável, que deixou pra trás a Nova Matriz Econômica, do governo Dilma que, com muito intervencionismo, pra estimular a atividade e segurar a inflação, acabou desmontando os principais pilares de sustentação do crescimento com estabilidade, como o equilíbrio fiscal e a inflação na meta. Só a confiança na gestão mais eficiente da economia, independentemente dos problemas políticos do governo Temer, fez a economia começar a entrar nos eixos. O controle da inflação é um exemplo. O Banco Central, mesmo com recessão, manteve juros altos até ter um comportamento melhor dos preços. Teve ajuda da super safra agrícola, com a oferta de alimentos mais baratos. Mas fez a inflação descer ao nível do piso da meta. Mesmo com pressões pontuais de preços administrados, como combustíveis, botijão de gás, energia, que, neste mês voltou à bandeira vermelha nível um, a inflação continua baixa. O que deve garantir, nesta semana, mais um corte da taxa básica de juros, agora para 7% ao ano, o menor percentual já registrado. É certo que esses aumentos, que eu citei, afetam a percepção de que a inflação está, de fato, mais baixa. Mas os índices estão baixos e têm ajudado a melhorar o poder de compra da população. Não fosse isso, o consumo não estaria em alta. A inflação com juros mais baixos, ainda que as taxas do crédito, na média, continuem altas, reforçam a perspetiva de expansão mais firme da atividade, especialmente em 2018. Desde que os impasses em torno do ajuste das contas públicas e as incertezas relacionadas às eleições não mexam muito com o humor dos agentes econômicos. Agora, mesmo com esses fatores, a expansão maior no ano que vem parece garantida. Um fracasso na reforma da Previdência, por exemplo, tenderia a pesar mais a partir de 2019, dependendo também do compromisso do novo governo com o reequilíbrio das contas públicas. Eu volto na quinta. Até lá.


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