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Espera-se nova baixa de juros nesta semana

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Espera-se nova baixa de juros nesta semana Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O mercado há algum tempo vem derrubando as projeções de inflação e crescimento da economia, sendo que as duas coisas estão bem relacionadas. A economia fraca não dá muito espaço para as empresas reajustarem os preços, o que colabora para a queda da inflação, reforçada pela boa safra de alimentos e o dólar mais baixo. Ainda que seja por fatores negativos, a expectativa de inflação abaixo do centro da meta, neste e no próximo ano, dá condições de o Banco Central ir mais longe no corte dos juros. A previsão é que a taxa selic, hoje em 12,25% ao ano, seja cortada em um ponto, na reunião desta semana do Copom, do Comitê de Política Monetária, seguindo em queda até fechar o ano em 8,5%. E juros menores, em algum momento, vão ajudar a economia a engatar um crescimento mais vigoroso. É certo que os cortes dos juros na ponta final, para consumidores e empresas, não estão seguindo o mesmo ritmo. Continuam nas alturas. A justificativa é, principalmente, o risco de inadimplência, dadas as dificuldades financeiras das empresas e famílias, o desemprego elevado. Mas, além dos cortes da taxa básica, estão sendo tomadas medidas mais específicas, pra induzir a redução do spread bancário, que é a diferença entre o que os bancos cobram e o que pagam na captação dos recursos. Já houve mudanças no rotativo do cartão, fixação de limites mais baixos de juros no consignado, para aposentados e servidores, se busca o fortalecimento do cadastro positivo e estão sendo encaminhadas alterações no crédito direcionado - naquelas linhas que são mais baratas, pra estimular determinados setores, e acabam ajudando a encarecer o crédito livre. Enfim, em algum momento devemos ter uma queda maior também das taxas que pagamos, o que fará diferença no ritmo de recomposição das finanças de consumidores e empresas, com reflexos na atividade. Por isso se espera que o Banco Central dê uma acelerada, agora, no corte da taxa básica, pra chegar logo num nível que produza efeitos mais perceptíveis. É dos poucos instrumentos de estímulo que o governo dispõe. Eu volto na quinta. Até lá.

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