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Empresas e Estado formam capitalismo bandido

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As três maiores empresas do Brasil nesta década foram ou ainda são a Petrobras, a JBS das carnes e a Odebrecht.
A estatal do petróleo foi roubada e usada para fazer outros negócios. A JBS pagou suborno ou fez outras sujeiras com mais de mil políticos, e envolveu Michel Temer no rolo.
A Odebrecht, que até agora parecia a campeã da propina, subornou também toda a política.
A JBS e a Odebrecht pagaram para comprar leis, nomear gente em altos cargos, conseguir informação sigilosa, fraudar e corromper concorrências, o diabo e mais um pouco.
Não para por aí. Das 25 maiores empresas do Brasil, ao menos 12 estão envolvidas em algum problema grosso, do petrolão ao papelão da carne.
Na lista das 25 maiores não estão bancos, meia dúzia deles investigados no caso da compra de decisões em disputas sobre impostos no "tribunal" da Receita Federal, o Carf.
Os motivos da lambança nojenta são variados, muitos e muito complicados para discutir aqui neste comentário.
Mas uma das causas desse capitalismo bandido é a proximidade das grandes empresas com o governo, com o Estado, para ser mais preciso.
O Estado é dono ou sócio de pelo menos 22 das 50 maiores empresas do país, várias delas envolvidas nos escândalos recentes, que explodiram depois de 2014, da Lava Jato.
O governo entrou como sócio para aumentar o tamanho de várias dessas empresas maiores, chamadas de "campeãs nacionais" nos anos dos governos do PT. Empresas maiores, do tamanho de multinacionais, fariam bem ao país.
Fizeram bem apenas a quem encheu as burras e quem levou dinheiro de corrupção.
Bancos públicos e estatais ajudaram essas empresonas com empréstimos baratos ou dinheiro para criar sociedades entre Estado e empresa. Ou mesmo para salvar algumas empresas da falência.
Desde 2008, deram um dinheirão para setores tão diferentes como telefonia, carnes, celulose, petroquímica, bancos, construção civil, biocombustíveis, farmácia, software e até calçados.
Não dá para dizer que todos eram corruptos, claro. Mas um motivo desse desastre que aconteceu no país foi essa promiscuidade entre donos do dinheiro e gente do governo.


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