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Em dia tenso, Banco Central atua para reduzir pressão do mercado

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O mercado teve um dia tenso. O dólar chegou a ser negociado a 3 reais e 94 centavos. O Banco Central teve de atuar pra reduzir a pressão. Não como fez na semana passada, com oferta da moeda. Desta vez foram swaps, que representam uma venda futura de dólares. Os compradores fecham a cotação, o que protege contra eventuais oscilações e acaba diminuindo a demanda a vista.

A tensão veio, principalmente, da prisão da executiva chinesa, que reforça as preocupações com relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China. Vale lembrar que a semana começou com o mercado animado com anúncio de uma trégua de 90 dias entre os dois países. Mesmo com a trégua, Trump já tinha provocado dúvidas, ao afirmar, via twitter que sem um bom entendimento continua sendo o homem tarifa, pela taxação dos produtos importados.

Essa situação mantém o receio de piora do desempenho da economia global e da própria economia americana, que está num momento meio contraditório. No curto prazo se prevê mais aumento dos juros básicos lá, pra conter eventuais pressões inflacionárias que venham do crescimento ainda forte, com desemprego batendo recordes de baixa.

Só que o mercado, especialmente o futuro de juros, sinaliza a possibilidade não só de desaceleração, mas até de recessão, daqui um ou dois anos, por reflexo da perda ritmo global, dos efeitos da guerra comercial e até de medidas tomadas por Trump, como o corte de tributos que compromete as finanças. Fora os fatores externos, o Brasil ainda tem incertezas quanto aos ajustes que tem de ser feitos até para o País ficar menos vulnerável aos problemas que vêm de fora, como uma possível fuga de recursos, diante da confirmação dessas expectativas que eu citei.

Ainda não se tem segurança, por exemplo, quanto ao tipo de Reforma da Previdência que o governo Bolsonaro poderá implementar. Por outro lado ainda tem as pautas bombas, contrárias à necessidade do ajuste fiscal, como a decisão agora, da Câmara, de permitir que os municípios estourem o teto de despesas com servidores. Temer pode vetar. Mas não fez isso com o reajuste dos Ministros do STF, que também pesa bastante nas despesas públicas. Em política nem sempre as prioridades e o bem comum prevalecem.


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