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Em 2018, governo deve manter aperto

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Em 2018, governo deve manter aperto Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O governo está se virando pra garantir a meta fiscal deste ano. Tudo bem que está liberando mais verbas partidárias, pra tentar obter maior apoio político. Mas houve uma redução importante de investimentos, das verbas para os Ministérios, o que já traz problemas como na emissão de passaportes, na atividade da Polícia Rodoviária e até a suspensão do reajuste do Bolsa Família. Por outro lado, pensa no aumento de tributos, como da gasolina pra reforçar o Caixa. Agora, essa questão de curto prazo, pra 2017, o governo já se prepara pra trabalhar com cobertor curto, também, em 2018, mesmo que a economia cresça mais. O problema é que as despesas, por Lei, terão de subir menos. A PEC dos Gastos determina que não podem ir além da inflação do ano anterior, inflação em 12 meses, até junho do ano anterior. Com a deflação do mês passado, este percentual ficou 3%. Por isso, a Lei Orçamentária deve propor que qualquer aumento de despesa obrigatória leve ao cancelamento equivalente de outra despesa. Além do limite da PEC ainda tem a meta do próximo ano que é de um déficit de 129 bilhões. Pouco menor que o deste ano, de 139 bilhões, mas que também vai exigir mais aperto. E um aperto que não é uma coisa teórica, distante do nosso dia a dia. Pode mexer com serviços básicos, cuja demanda aumentou diante dos efeitos da crise. O Rio de Janeiro é o exemplo mais claro do que a irresponsabilidade na gestão das finanças pode provocar. Salários e aposentadorias atrasados, até segurança mais ameaçada. Daí a insistência na reforma da Previdência, que pode segurar as despesas que mais sobem acima da inflação e, podem, em pouco tempo, inviabilizar o orçamento.
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