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Em 2015, números negativos na indústria

Em 2015, números negativos na indústria
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Não temos só projeções piores para a economia. Há uma piora efetiva da maior parte dos indicadores. Balanço divulgado hoje pela CNI, a Confederação Nacional das Indústrias, mostrou um retrato muito negativo do setor em 2015. O faturamento caiu 8,8%, sendo que o fechamento do ano foi ainda mais negativo. Em dezembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 13,6%. E 2014 já tinha sido um ano de queda. A ociosidade atingiu nível recorde, com utilização de apenas 77,5% da capacidade instalada. Menos atividade prejudicou muito o emprego. Dezembro foi o décimo primeiro mês consecutivo de cortes, sendo que no ano a redução do emprego chegou a 6,1%, com a massa salarial diminuindo 6,2%. A expectativa é que alguns segmentos possam ter desempenho melhor, este ano, com a alta do dólar, que deixa a produção nacional mais competitiva em termos de preços. Mas só o dólar não faz milagre. Tanto que a balança comercial teve um superávit de 923 milhões de dólares em janeiro. O primeiro saldo positivo para o mês em 5 anos, mas que foi garantido por uma queda das importações muito superior a das exportações. As exportações continuam caindo. No caso da indústria, o baixo nível de investimentos e custos elevados ainda afetam bastante a capacidade de concorrência. Sem esquecer que o Brasil, em mais um grande equivoco na gestão da economia, deixou muito de lado os acordos comerciais que poderiam facilitar a aceleração das vendas externas. A ampliação do mercado vai depender muito do esforço das próprias empresas, o que não deve produzir resultados mais expressivos no curto prazo. Tanto que a expectativa é de mais um ano de queda da produção. O relatório Focus, divulgado hoje pelo Banco Central também trouxe a previsão de queda de 3,8% da produção industrial em 2016. Os dados oficiais de 2015 serão divulgados amanhã pelo IBGE. Mas, até novembro, a indústria registrava, em 12 meses, uma queda da produção de 12.4%, o pior desempenho desde 2003. Mesmo que haja alguma reação pontual, recuperação mesmo do setor e de toda a economia vai depender da capacidade do governo de estabelecer um ambiente de maior confiança, o que passa pelo ajuste das contas públicas e por uma solução para a crise política. Eu volto na quinta. Até lá.

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