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As eleições presidenciais na França

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

As eleições presidenciais na França Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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Os franceses votam domingo, no primeiro turno da eleição presidencial. Não é ainda a escolha do presidente, que vai para o lugar de François Hollande. A escolha final será só em 7 de maio. Mas vejam bem. Não existem quatro candidatos em situação de empate. A última pesquisa, do respeitado Instituto Harris, coloca, em primeiro lugar, com 25% dos votos, o candidato de centro, Emmanuel Macron. Atrás dele, a líder da extrema direita, Marine Le Pen, com 22%. São eles que devem disputar o segundo turno. Macron, um jovem político de 39 anos, teria no segundo turno perto de 70%. São quase nulas as chances, neste domingo, dos demais candidatos. Mas os que torcem por eles sabem fazer barulho na mídia. A direita liberal não se conforma com o afundamento da candidatura de François Fillon, um ex-primeiro ministro, que perdeu com o noticiário sobre a contratação da mulher dele, como funcionária fantasma, quando ele era deputado. A esquerda torce por Jean-Luc Melenchon. Mas os dois, Fillon e Melenchon, estão, cada um, com apenas 19% das intenções. E o coitado do candidato socialista, Benoît Hamon, está lá embaixo, só com 7,5%. Esses números podem ter oscilado pouca coisa, depois do atentado terrorista de ontem, na avenida Champs Elysées. O primeiro-ministro Bernard Cazeneuve, criticou o conservador Fillon e a extremistra de direita Le Pen. Os dois deram declarações alarmistas, e se colocaram como salvadores da Pátria. Mas se fosse para votar na direita para conter o terrorismo, o favorito de agora na França teria o perfil de Donald Trump. Não é o caso de Emmanuel Macron. Ele é um centrista no sentido literal da palavra. Não ataca o mercado, mas defende políticas sociais. Quer um Estado mais leve e mais eficiente. Com ele, acabou a briga da esquerda com a direita. Do nós contra eles. Macron também sabe que o Estado Islâmico, que reivindicou o atentado de ontem, está fazendo o jogo da direita. A direita quer um eleitor motivado pelo medo. É assim que o mundo gira. Boa noite.

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