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A eleição brasileira na imprensa mundial

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A mídia internacional está dividida entre dois grupos quando ela fala sobre a eleição presidencial brasileira. No primeiro grupo está o jornal francês Le Monde. Ele afirma hoje que o petista Fernando Haddad está fazendo uma campanha do desespero. Cita um sociólogo mineiro para quem a campanha eleitoral já acabou. O segundo grupo é menos categórico e dá a entender que ainda tem chão pela frente. O espanhol EL PAIS vai nessa direção, embora reconheça que o PT tem hoje a missão mais difícil dos últimos anos, que é a de tentar derrotar Jair Bolsonaro.

O jornal português Público abre espaço para colunistas que qualificam Bolsonaro de "fascista", e para outros que dizem que Lula e o PT deram o Brasil de presente para o capitão da reserva. Esse jogo no noticiário não termina propriamente num empate. Há muita preocupação com as tendências autoritárias de Bolsonaro. É o caso do argentino La Nación, que cita um general da reserva que poderá ser o Ministro da Educação. O militar diz que será preciso rever os livros em que os estudantes se informam sobre o regime de 1964.

Também em Buenos Aires, o Clarín noticia que hoje de manhã Bolsonaro telefonou para o presidente Maurício Macri. Um colunista do New York Times diz que os brasileiros estão desiludidos, frustrados e com raiva. No britânico The Guardian, há uma evidente surpresa com declarações de mulheres partidárias de Bolsonaro. Para elas, o Brasil não precisa de feministas.

Pois bem, se colocarmos tudo isso numa única sopa de jornalismo, a moral da história será muito simples. Com Bolsonaro, o Brasil vai ser promovido, com mais frequência, às manchetes do noticiário internacional. É assim que o mundo gira. Boa noite.


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