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E a semente do fascismo desabrochou…

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Paulo Guedes, hipotético ministro da Fazenda num governo Bolsonaro adiantou: recriaria a CPMF e se teria imposto de 20% para todos não isentos. Bilionários e assalariados teriam a mesma taxação. CPMF: em 2007 Bolsonaro votou contra dizendo ser "cubanização".

Agora pegou muito mal. Bolsonaro interrompeu o resguardo para dizer que Guedes não teria dito o dito. E para fazer foto-oportunidade com Guedes vendendo estabilidade na parceria. Bolsonaro buscou diminuir os estragos. Visíveis nos últimos dias nas bíblias do capitalismo mundial.

Wall Street Journal, Financial Times, Bloomberg, Economist foram duros e claros. Sobre despreparo e ameaça. "Ameaça", aliás, diz a capa da Economist sobre Bolsonaro: "Ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina".

Domingo, no Estadão, a penúltima do Mourão, general vice do capitão. Disse: "O Brasil é um cavalo à espera de um ginete". Ainda no hospital Bolsonaro lançou suspeita: ou ele ganha a eleição ou terá sido fraude. Mourão já admitiu hipóteses de teor assemelhado. Falou em "autogolpe" dado pelo presidente com apoio das Forças Armadas.

O mesmo general Mourão sugeriu: uma Constituinte feita por "notáveis". Escolhidos pelo presidente, não pelos eleitores. Há meses Bolsonaro expôs uma de suas ideias: enfiar mais 10 ministros no Supremo. Ele indicaria 10 ministros. Tem quem, só agora, se espante, se mobilize. Estavam desatentos...

O fascismo é uma construção. Começa pelas palavras, avança quando há meio ambiente propício, não só porque um líder deseja... Isso sempre esteve ai. Há tempos saiu novamente das tocas. Já conversamos muitas vezes sobre isso, aqui. 14 de Março de 2013, há 5 anos e meio. Meses antes das ruas de junho, título do comentário nesse espaço: Bolsonaro é uma semente do fascismo.

A semente desabrochou.


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