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É preciso pensar no longo prazo

A meta fiscal de 139 bilhões de reais de déficit, no ano que vem, foi bem recebida e continua tendo boa repercussão no mercado.

É preciso pensar no longo prazo A meta fiscal de 139 bilhões de reais de déficit, no ano que vem, foi bem recebida e continua tendo boa repercussão no mercado.
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A meta fiscal de 139 bilhões de reais de déficit, no ano que vem, foi bem recebida e continua tendo boa repercussão no mercado. A avaliação é que foi uma vitória da equipe econômica, que não aceitou um rombo maior das contas, que não exigiria tanto esforço do governo. Porque pra chegar a essa meta o governo vai ter que se esforçar muito, tanto do lado da receita como dos gastos. Para atingir os 139 bilhões, estima-se um corte de despesas de R$ 80 bilhões, com um aumento de receita em torno de R$ 55 bilhões. O governo sinaliza com concessões na área de infraestrutura, como transportes, privatizações e parcerias com o setor privado que assegura uma receita de até R$ 30 bilhões. O presidente Temer, em entrevista, falou até na privatização dos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, que controlam a ponte-aérea Rio-São Paulo. E devem acontecer avanços importantes nesse sentido mesmo. Até porque as concessões também vão ampliar os investimentos, a geração de emprego. Mas antes muita coisa vai ter que ficar definida: a interinidade do atual governo, a gestão das agências reguladoras, as regras de participação do capital privado em cada área, pra que haja segurança jurídica e financeira para os investidores, inclusive, depois de 2018, quando assumir um novo governo. Porém, só isso pode não ser suficiente. O governo ainda deve vir com algum aumento de impostos. E mesmo assim restam dúvidas quanto aos gastos. Temer tem cedido em questões que vão no sentido inverso, como o reajuste do funcionalismo. Será que definida a situação política haverá a austeridade necessária? O Congresso vai colaborar pra isso? É preciso pensar no longo prazo. Em reformas que mudem mesmo a situação. Privatizações e concessões só vão acontecer uma vez. Apenas reformas, como da Previdência, podem trazer mudanças estruturais na evolução das contas. Por mais confiança que se tenha na nova equipe, faltam ações e dados mais concretos. Eu volto na quinta. Até lá.
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